Polícia

Menor é morto em frente a cemitério

Da Redação
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Um adolescente de 16 anos foi morto com três tiros no início da tarde de ontem, em Bauru, em frente ao Cemitério Cristo Rei. A polícia e a família acreditam que Bruno Lima foi morto por vingança. Ele foi atingido na cabeça, no ombro e na coxa, todos do lado direito do corpo.

A irmã da vítima, a adolescente P.L., relatou que havia uma briga de grupos rivais. “No último sábado, a minha prima e a turma dela foram alvejados por tiros no Jaraguá. Ela levou um tiro na perna”, conta. A prima, que não gostava de Bruno, teria dito que os tiros foram disparados pelo adolescente. “Desde então, meu irmão vinha sendo ameaçado de morte”, afirma.

Ontem, por volta das 13h30, Bruno passava pela quadra 2 da rua Nelson Tosoni Decarli, no Parque Primavera, ao lado da casa de um dos integrantes da turma da prima. “O Bruno estava passando e foi atingido pelos tiros. Ele tinha acabado de sair da casa de minha mãe, no Fortunato Rocha Lima. Nós almoçamos juntos e ele saiu. Avisou que à noite iria me buscar na escola”, ressalta a irmã.

Ela lembra que foi a primeira a chegar no local do crime, cerca de 500 metros de sua casa. “Eu cheguei e ainda fui fechar os olhos dele”, comenta. O caso está sob a responsabilidade do delegado Fábio Mariotto, do 1º Distrito Policial. A linha de investigação segue comentários feitos no local do crime ontem. “O crime não teve testemunhas, mas algumas pessoas disseram quem atirou”, diz o delegado.

O suspeito do crime não foi encontrado pela polícia. “Vamos pedir a prisão dele para esclarecer o crime. Ele é o suspeito para aquela comunidade, mas nós ainda não estamos com a história completa. Trabalhamos com essa hipótese”, frisa Mariotto.

A possibilidade do autor dos tiros que mataram Bruno ser o apontado por populares, confirmaria a hipótese de vingança. “Ele seria um dos alvejados por tiros. Alguém teria dito que os tiros foram disparados por Bruno”, comenta o delegado.

Choque

Para a família de Bruno, a morte não tem explicação. “Ele era um menino bom, todo mundo gostava dele. Eu garanto que ele não estava envolvido com droga. A turma que estava fazendo ameaças é que usa droga”, disse a mãe, Maria Alice da Silva.

Ela confirma as ameaças que o filho vinha recebendo. “Deram uns tiros em um rapaz que é amigo de minha sobrinha. Como ela não gosta dele, disse que era o Bruno. Desde então, o Bruno passou a ser ameaçado de morte”, argumenta ela.

A mãe frisa que Bruno tinha saído de casa para buscar fraldas para a sobrinha. “Ele foi na casa da Patrícia para buscar fraldas e logo depois recebemos a notícia de que ele havia sido baleado”, diz. No calor das emoções, o pai da vítima, José Carlos de Lima, 37 anos chegou a cogitar revidar a morte do filho. “Eles já tinham mandado uma ‘pipa’ (recado) de que iriam matá-lo. Essa morte não vai ficar assim”, afirmou.

Ele ressalta que o filho foi morto injustamente. “Ele era inocente. Esse menino não devia nada para ninguém. Ele estava sendo ameaçado e eu tinha mandado ele buscar uma arma para se defender”, admitiu.

A morte de Bruno engrossa a lista de crimes contra a vida em Bauru, que chega a sete neste ano. O assassinato é o segundo da semana - o primeiro aconteceu na madrugada de anteontem. Rafael Padilha, 22 anos, que morava na Pousada da Esperança, foi achado morto a golpes de faca e pedras em um terreno no Jardim Aeroporto. O irmão do rapaz, Rodrigo Ribeiro dos Santos, é um dos suspeitos do crime. Ele está preso temporariamente.

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