Internacional

Teto desaba e mata ao menos 56 na Rússia

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Moscou - O teto de um mercado em Moscou desabou na manhã de ontem, causando a morte de pelo menos 56 pessoas, segundo as autoridades russas. Outras 32 pessoas ficaram feridas, pela contagem de ontem à noite. Entre os possíveis motivos para o colapso está o acúmulo de neve sobre o teto. Houve precipitação de oito centímetros de neve na noite anterior.

Segundo a agência de notícias RIA Novosti, também são investigadas acusações de negligência na manutenção do edifício e falha no projeto.

O prefeito Yuri Luzhkov esteve no local e disse que o teto foi projetado com uma calha especial, que dispensa limpeza manual. Segundo a agência Interfax, o mercado foi projetado por Nodar Kancheli, responsável também pelo desenho do parque aquático Transvaal, cujo telhado cedeu em fevereiro de 2004. Morreram 28 pessoas naquela ocasião.

Falando a uma rádio local, Kancheli culpou o acúmulo de neve, mas também acusou a administração de instalar bancas no mezanino, “o que não tinha sido planejado originalmente”. Ele ainda aludiu à corrosão na estrutura como possível causa da tragédia.

A estrutura do mercado Basmanny cedeu por volta das 5h locais. Em sua maioria, as vítimas eram trabalhadores vindos de ex-repúblicas soviéticas, como o Azerbaijão. As equipes de resgate usaram máquinas para aquecer o ar nos escombros, com a esperança de evitar que aqueles que sobreviveram à queda não sucumbissem à baixa temperatura.

O comerciante de ervas azerbaijano Ukhtai Salmanov, 52 anos, disse que saía do mercado na hora do incidente. “Ouvi um barulho alto e caí no chão inconsciente. Quando me recuperei, estava deitado perto da entrada. Havia fumaça e gritos”, contou, lembrando que perdeu três irmãs que também trabalhavam no mercado.

Este não é o primeiro incidente do gênero no ano. Em 28 de janeiro, o acúmulo de neve fez cair o teto de um centro de convenções da Polônia, matando 63 pessoas. No dia 2 daquele mês, 15 morreram num rinque de patinação alemã.

Comentários

Comentários