Previsto para ocorrer ontem, o julgamento de Nilson Pinto Ramalho, acusado de matar com quatro tiros o ex-jogador do Esporte Clube Noroeste, Carlos Alberto Gomes da Costa, foi adiado. Preso em Adamantina, não foi possível trazê-lo para Bauru porque o comunicado do julgamento não chegou a tempo e a escolta não foi preparada.
Ainda não foi definida nova data para que ele possa enfrentar o júri popular por causa do crime, ocorrido em agosto de 2002. Conforme o JC publicou na época, Costa foi atingido por disparos de arma de fogo no peito, na cabeça, na orelha e na axila. O então supervisor do Norusca chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Cerca de um mês depois, Ramalho foi detido em Botucatu. O crime aconteceu na quadra 3 da rua Olavo Moura, em Bauru, onde o ex-jogador e a namorada estavam conversando dentro do carro, quando dois rapazes passaram de moto e olharam fixamente para ele.
Costa não teria gostado da atitude e saído do veículo armado com uma pistola. O ex-jogador teria apontado a arma para Ramalho, passageiro da moto. Os dois passaram a discutir. Ramalho, então, teria dado um tapa na arma que estava com o ex-jogador, derrubando-a no chão. Ambos teriam entrado em luta corporal. Com a arma em mãos, Ramalho teria feito os disparos.