O prédio onde funciona o Núcleo de Saúde da Vila Cardia não disfarça a idade. As infiltrações, além das paredes emboloradas e descascadas ressaltam a arquitetura antiga, por onde já passaram várias gerações de usuários. Mas se depender da Secretaria Municipal da Saúde, o imóvel passará pelo processo de “rejuvenescimento”.
Com o objetivo de melhorar o aspecto das unidades básicas de saúde e, conseqüentemente, o atendimento aos pacientes, a pasta deu início ao processo de licitação que resultará na reforma de quatro núcleos.
A unidade da Vila Falcão, por exemplo, está parcialmente interditada há quase dois meses, após uma chuva forte afetar suas instalações. Desde então, as consultas e os atendimentos foram transferidos para o Setor Odontológico e de Ultra-Som da Vila Industrial.
No prédio da Falcão, os profissionais apenas aplicam vacinas e medem pressão arterial. A situação está tão precária, que na opinião da Rosemary Lopes de Moura, membro do Conselho Municipal de Saúde, a reforma não resolverá. “É paliativo. Na 4ª Conferência Municipal da Saúde (realizada há quatro anos) várias unidades foram contempladas com a ampliação”, ressalta.
Ampliação
A reivindicação terá de esperar ainda mais porque, após a reforma, dificilmente o prédio entrará novamente em obras para ser ampliado. Apesar das pontuações dela, ao todo, 18 núcleos serão reformados, informa o secretário interino de Saúde, Mário Ramos.
“As obras incluem desde reparo em piso, forro, paredes, telhado. Elas serão feitas de forma a adequar as unidades básicas para que atendam conforme o Projeto de Acolhimento da Secretaria Municipal de Saúde”, explica.
O projeto agenda consultas em três períodos do dia e não mais só na abertura das unidades, pela manhã. Durante a reforma, provavelmente o atendimento das quatro unidades de saúde terá de ser transferido para outros prédios.
“Ainda vamos decidir como fazer”, adianta Ramos. Neste caso, é possível que Paula Prado tenha de procurar outra unidade para vacinar Mariana Ribeiro, de 6 meses. Ontem, ela e a filha, acompanhadas pela avó Alzira, estiveram na unidade da Vila Cardia. “O atendimento médico é mais importante que a estrutura física, mas a reforma também é necessária”, opina Alzira.
Concorda com ela, a balconista Renata Oliveira, para quem não adianta melhorar a estrutura física sem garantir médicos nas unidades. Além de tentar conciliar as duas coisas, Ramos também espera que as reformas sejam concluídas em 120 dias após a assinatura do contrato para as obras, cujos projetos foram aprovados pela Vigilância Sanitária.