Quando o assunto é progresso, estamos perdendo de goleada. Para um crescimento mundial médio de 5,1% em 2005, o Brasil contentou-se com pífios 2,3%, abaixo da média da própria América Latina, estimada em 4,3. No placar do crescimento já não cabem comparações com Índia (9%) e China (9,8%) ou com los hermanos argentinos (9%). Nem mesmo com o Chile (6,3%). Agora só ganhamos, em toda a América Latina, do Haiti, aquela convulsionada ponta de ilha do Caribe onde nossos soldados tentam implantar um mínimo de organização social. Entre as principais economias emergentes e latino-americanas, o Brasil foi o País que, disparadamente, registrou a menor taxa de crescimento econômico, perdendo a chance de aproveitar o cenário de bonança internacional, apontou a consultoria Austin Ratings. Uma lástima para quem prometeu ao povo brasileiro o “fantástico espetáculo do crescimento”. Uma tristeza para quem precisa do País crescendo, gerando empregos, distribuindo justiça social. Uma decepção para os que ainda acreditavam na colorida propaganda governamental, turbinada pelos milhões do valerioduto. O Haiti continuará sendo aqui?
Carlos Ladeira