Polícia

Jovem é morto ao tentar separar briga

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Uma desavença banal ocorrida no interior de um bar e bilhar da quadra 13 da rua Rio Branco, em Bauru, acabou em mais um homicídio. Gustavo Baptista Gomes de Sá, 22 anos, tentou separar uma briga e levou a pior: foi ferido nas costas e coração. O cozinheiro José Martins da Silva Júnior, 20 anos, foi preso em flagrante, acusado de ser o autor das facadas.

De acordo com testemunhas, o dia de ontem estava amanhecendo e o bar estava cheio quando o crime aconteceu. Silva Júnior discutia com o office boy Denis Raphael Comegno Azevedo, 20 anos. A vítima tentou separar a briga, uma vez que Denis era seu amigo, mas foi surpreendido com a agressão à faca.

O rapaz chegou a ser levado ao Pronto-Socorro Central ainda com vida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. A arma do crime foi apreendida no interior do bar, mais precisamente no chão, contendo vestígios de sangue. De acordo com o registrado em boletim de ocorrência pela polícia, Silva Júnior foi preso e não apresentou versão coerente para os fatos.

O proprietário do bar não quis falar com a reportagem.

“Deus faça justiça”

O pai de Gustavo, David Angelo Gomes de Sá, espera que Deus faça com que o assassino de seu filho se arrependa. “Ele matou um inocente. Meu filho era uma pessoa alegre e gostava de dançar. Ontem à tarde (anteontem) ele passou na oficina. Ele aguardava um acerto de contas da firma que trabalhou para seguir a carreira de modelo”, conta.

Gustavo morava com a mãe, Sônia Regina Batista – Sônia e David são separados. “Ele era muito companheiro. Me levava para o médico, igreja, ia pagar minhas contas. É o meu caçula e o único filho homem. No ano passado viajamos juntos para a Bahia”, relata a mãe.

De acordo com a mãe, Gustavo era um rapaz “família”. “Ele estava sempre junto da gente. Ontem (anteontem) ele tomou um banho e, depois de cantar, disse que ia sair para dançar e aconteceu isso. Meu filho não tinha passagem pela polícia”, ressalta.

Josilmara Messias Costa, amiga de Gustavo, estava no bar na hora da confusão. “Nós estávamos numa lanchonete da Nações Unidas e subimos para o bilhar porque a moto do Gustavo estava lá”, conta. A mesa em que estavam tinha cerca de sete pessoas, lembra a amiga. “Tinha mais gente no bilhar, estava cheio. Tem um corredor e, de repente, vimos o Denis brigando com um cara. Logo em seguida vi o Gustavo andando com a camisa suja de sangue. Ele andou um pouco e caiu”, relata.

Os amigos ficaram assustados. “Não deu para ver (como foi a briga) porque ficou muita gente embolada no corredor. Ele foi socorrido, mas morreu. A gente sempre saía juntos”, lamenta a amiga.

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