Tribuna do Leitor

O dia em que a Terra parou!


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As inverdades são pertinentes. A Terra não é azul. A Terra é vermelha, cor de Noroeste quando ganha! Como diria Chico Buarque: “Aqui na Terra estão jogando futebol...” Outra inverdade, aqui, na Terra, estão jogando o melhor futebol! Mas a pior das inverdades: “Amigos são para sempre”. Somente Renato Russo descobriu que “o pra sempre, sempre acaba”! Nunca tinha vista em 36 anos de Alfredão e Noroeste tantas pessoas felizes e orgulhosas do manto vermelho e branco! Jamais pensei que um dia fosse querer ir embora de estádio de futebol, ainda mais do estádio do meu Norusca líder, nunca imaginei que fosse triste um sábado de Carnaval, a maior alegria da Terra cedeu espaço a uma das piores ressacas de todos os tempos! Às vezes, tentamos explicar o ininteligível, a morte! Como eu te odeio, morte. Por que você é tão cruel, implacável, impiedosa? Você não nos prepara, você não manda recado, não nos dá um aviso prévio. Simplesmente nos tira o chão e caímos nas profundezas da saudade e da tristeza, faz-nos, como diria José Saramago, verter o sangue branco. Até quando resistiremos a você, morte? Quem sofre mais: os partintes ou os insignes ficantes? Hoje, 27 de fevereiro, faz sete anos que comentei, pela rádio 710, um jogo entre Palmeiras e Corinthians pela Libertadores de 99 a convite de Celso Zinsly. A partir daquele dia, conheci um grande amigo. Uma pessoa alegre, sensata, boleira e cervejista, como todo brasileiro que gosta de futebol, samba e cachaça! Celso tentou, teimou, buscou e fez um time de “onze camisas futebol clube” transformar-se em um clube! Celso foi a revolução mais vermelha da Terra. Não era santo, apesar de ser o Cosme cover do Damião. Celso não era amado por muitos, mas invejado por gente incompetente, mau caráter, aproveitadores de plantão, gente da pior estirpe que vai agora procurar outros “celsos” para infernar! Um dia, eu disse ao craque do basquete Oscar que o dia em que ele parasse de jogar o esporte seria ex-porte. Depois de Pedro Macéa, Jorge Mendonça e Celso Zinsly terem ido, creio que esse dia está chegando! Não sei como será o Norusca sem Celso, Damião sem Celso, não sei mais nada, somente sei, amigo Celso, que toda vez que eu olhar para as letras ECN de Esporte Clube Noroeste, vou ler assim para sempre: Esporte CELSO Noroeste! Descanse em paz, amigo!

Professor Sinuhe Daniel Preto

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