Bagdá - Homens armados usando uniformes camuflados invadiram uma empresa privada de segurança e seqüestraram ao menos 50 funcionários ontem, no mesmo dia em que policiais iraquianos encontraram ao menos 24 corpos na região de Bagdá. O grupo armado invadiu a sede empresa - que fica na região de Zayouna, ao leste de Bagdá - durante a madrugada, levando os funcionários em vários veículos, segundo o porta-voz do Ministério do Interior, Falah al Mohammedawi.
Também ontem, uma patrulha do Exército americano encontrou 18 corpos -todos masculinos - em um microônibus abandonado em uma estrada que fica entre duas regiões sunitas de Bagdá. Os corpos foram levados ao Hospital Yarmouk e enfileirados para identificação. Muitos continham marcas que indicavam que foram estrangulados ou mortos a tiros, segundo o médico Muhanad Jawad.
Segundo a polícia, ao menos duas das vítimas eram estrangeiros. A polícia também encontrou outros seis corpos de homens em outras partes da cidade.
Vários ataques atingiram Bagdá ontem, após uma onda de violência sectária iniciada em 22 de fevereiro, após um atentado que destruiu a cúpula de um importante santuário xiita na cidade de Samarra. Os atos de violência sectária perderam força nos últimos dias, mas outros tipo de ataque se tornaram mais freqüentes, segundo o Ministério da Defesa.
Uma série de explosões matou ao menos seis pessoas - entre elas, duas crianças - em Bagdá ontem. Uma bomba escondida embaixo de um carro estacionado, que foi detonada no momento da passagem da equipe de proteção do Ministério do Interior pelo centro de Bagdá, matou ao menos duas pessoas e feriu outras cinco.
Outra bomba deixada na beira de uma estrada atingiu uma patrulha da polícia ao norte de Bagdá, matando ao menos dois policiais e ferindo outros quatro. Um terceiro explosivo que tinha como alvo um comboio militar americano matou dois garotos que vendiam gasolina na beira de uma estrada na periferia de Bagdá, segundo a polícia.
Presos
O Exército americano anunciou ontem a liberação de outro grupo 122 presos das cadeias administradas pelas forças americanas e iraquianas. A liberação foi decidida por uma comissão criada em agosto de 2004, que reúne regularmente representantes da Força Multinacional liderada pelos EUA, com funcionários dos ministérios iraquianos da Justiça, do Interior e dos Direitos Humanos.
A comissão já examinou, desde então, cerca de 30 mil casos e liberou 15.400 presos, segundo o Exército americano.