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A primeira sentença de Rodrigo Romeiro

Giselle Hilário
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Uma caneta cravejada com pedras precisosas. Este foi o presente que o juiz Rodrigo Romeiro, segundo dados do historiador e jornalista Luciano Dias Pires, editor do suplemento Bauru Ilustrado, do JC. No mesmo dia, um baile encerrou as festividades.

No dia seguinte, ao iniciar o trabalho, Rodrigo Romeiro recebeu a visita de membros de um dos partidos políticos da época, da qual Pires não se recorda. “Com firmeza e muita oratória, eles foram levar os préstimos ao juiz e oferecer segurança ao magistrado, visto possíveis e desagradáveis acontecimentos que poderiam surgir”, conta o historiador.

E ao contrário do que todos esperavam, Rodrigo Romeiro levantou-se, abriu a porta e pediu a retirada imediata de todos. “Não preciso de qualquer proteção, eu é que vim para cá a fim de que as leis sejam cumpridas, amparar e defender o povo”, disse Romeiro. “Sem dúvida nenhuma, aquela fala de Rodrigo Romeiro foi a sua “primeira sentença” no desenvolvimento de suas atribuições”, disse Pires.

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