Internacional

Ovacionada, Bachelet assume no Chile

Folhapress
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Santiago - A primeira presidente mulher do Chile, Michelle Bachelet, 54 anos, tomou posse ontem, ao meio-dia (horário local), na sede do Congresso Nacional, na cidade de Valparaíso. A faixa presidencial não foi entregue pelo ex-presidente Ricardo Lagos, mas pelo também ex-governante e presidente do Senado Eduardo Frei Ruiz Tagle.

Muito aplaudida e aparentemente tranqüila, a presidente acenou para algumas pessoas que a saudavam. E respondeu com um sorriso ao ouvir gritos de “Nós te amamos, Michelle”. Nas tribunas, um grupo de jovens cantava “Olê, Olê, Olê, Michelle, Michelle, Michelle”.

A secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, presente na cerimônia, disse que Bachelet é uma mulher maravilhosa. “Esse é um dia maravilhoso para o Chile e para as mulheres de todo o mundo.”

Cerca de 1.200 convidados, delegações de 120 países e 900 profissionais de imprensa ocupavam o Congresso para a posse de Bachelet. Nas ruas e na frente das televisões, a expectativa também era grande para assistir a primeira mulher chegar ao La Moneda (sede do governo).

Entre os convidados para a cerimônia estavam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Condoleezza Rice e os presidentes Néstor Kirchner (Argentina), Hugo Chávez (Venezuela), Tabaré Vázquez (Uruguai), Evo Morales (Bolívia) , além do príncipe Felipe de Astúrias, representando a coroa espanhola, entre outros.

Pela manhã, antes de tomar posse, Bachelet manteve encontros com Rice e Vázquez. Na sexta-feira, reuniu-se com 28 autoridades estrangeiras, entre elas seis presidentes.

Também foram empossados ontem 120 novos deputados e 20 novos senadores, além dos membros do gabinete, composto por dez ministras. Após a posse, a presidente foi ao palácio de Cerro Castillo em um carro aberto.

Ainda na tarde de ontem, Bachelet deveria retornar a Santiago. Ela percorreria no carro presidencial conversível um trajeto entre a estação de metrô Pajaritos e o La Moneda. Em seguida, falaria no balcão do palácio aos presentes na praça da Constituição.

‘Agenda ambiciosa’

Santiago - Ontem, foi dada a partida para os quatro anos de governo de Bachelet, que prometeu trabalhar sem trégua para cumprir suas metas: seriam 36 nos primeiros cem dias. “Tenho uma agenda ambiciosa, que empreenderei no mesmo dia que entrar em La Moneda. São só quatro anos e não há tempo a perder”, disse, após ser eleita.

Socialista, separada, agnóstica, perseguida e torturada durante a ditadura, Bachelet foi eleita em segundo turno em 15 de janeiro pela Concertação, a coalizão de centro-esquerda que governa lidera o Chile há 16 anos, desde o fim da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

Bachelet estabeleceu como prioridades a adoção de políticas sociais de amparo à infância e a reforma da previdência no âmbito interno e as relações com a América Latina na esfera internacional.

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