Se a caderneta de poupança tem adeptos, os fundos de renda fixa também têm. Para o economista Mauro Gallo, a segunda opção é mais apropriada para o pequeno investidor, apesar da taxa de administração. “Ainda assim, a pessoa vai ganhar mais do que na poupança. A poupança é um lugar que não ganha nem da inflação. Só quem ganha é o banco”, diz.
De acordo com ele, por mês o fundo rende entre 1,2% e 1,3% do valor aplicado, enquanto a poupança paga 0,75%. “Para quem não tem conta bancária, aí sim é melhor ficar na poupança porque não vai ter gasto nenhum”, esclarece.
Não é o caso da jornalista Elaine Aparecida Bertone, que tem conta em banco e recomenda aos amigos a aplicação em fundos de renda fixa. “Minha tia me orientou faz uns cinco anos. Disse que a rentabilidade era muito boa e eu não me arrependo”, afirma.
No entanto, o valor investido por ela é superior a R$ 10 mil (e inferior a R$ 20 mil), montante que ela pode deixar rendendo por longo prazo. Bertone também poderia aplicá-lo em fundo de ações, apesar da volatilidade ser ainda maior.
“Agora a Bolsa de Valores está em alta, mas quem garante que ela vai continuar subindo? Depende também da carteira que está sendo gerenciada. O fundo de ações já vale para quem tem um valor um pouco maior (do que R$ 5 mil)”, acrescenta Gallo. Entre fundo de ações e renda fixa, ele defende a segunda opção para quem tem pouco dinheiro para aplicar.
“A pessoa, praticamente, não pode correr riscos”, avalia.