Ao ler a ótima reportagem do Jornal da Cidade com referência à Lalai, fez-me lembrar a diferença entre o passado e o presente.
Em 1.º de maio de 1946, quando aqui cheguei, Lalai era a única mulher a pagar IPVA e com 50 mil bauruenses pagando IPTU, sem se falar em aumentos, as ruas eram calçadas e depois asfaltadas sem se falar em buracos, quando não se falava em terceirização, enquanto que atualmente, com mais de 60 mil mulheres pagando IPVA e mais de 300 mil bauruenses pagando IPTU, além de tantas rendas, nada asfaltam e ainda, temos milhares de buracos nas ruas, inclusive avenidas já asfaltadas.
A família Lalai ajudou-me a ter um bom futuro ao alugar o imóvel em frente à igreja N. S. Aparecida, onde tivemos como início o Bar Sandrin, sem exigir fiador e, por coincidência, muitos anos depois aluguei uma residência à Lalai, recusando-me a exigir fiador como recompensa do muito que me fizeram.
No passado, os cines Bauru e Bandeirantes reuniam os jovens muito bem vestidos e ao saírem dos cinemas as moças ficavam andando ida e volta pela calçada da rua 1.º de Agosto e os moços, ao lado, apreciando as moças decentemente vestidas de onde surgiam muitos namoros e os próprios casamentos. No passado não havia caipirismo nem jovens indo presos por furtos ou assassinatos porque as mães da época, embora muitas delas fossem analfabetas, sabiam educar os filhos, sabendo-se que a educação nasce no berço.
Lalai, ao se referir ao Franciscato, fez-me notar a diferença dos prefeitos do passado. Franciscato, como prefeito, canalizou o ribeirão Bauru, fez a av. Dr. Nuno de Assis, o viaduto João Simoneti e com os meus projetos de imediato fez a rede de água e esgoto no Parque São Geraldo e adjacência, iniciando os distritais, começando pelo campo do Meia Lua FC, campo que eu havia feito com Irineu Bastos, campo de futebol do São Geraldo, e a seguir, na qualidade de deputado federal, com o meu projeto, fez com que Sbeghen fizesse o terminal rodoviário com verbas públicas, quando não se falava em corrupção e o dinheiro público era empregado no Brasil com empregos aos jovens e não como fazem atualmente, muitos corruptos, levando toneladas de dinheiro para a Suíça enquanto dezenas de crianças índias estão morrendo de fome.
Voltemos ao ideal do passado para que o presente seja esquecido e pensando no futuro para que os jovens de hoje tenham empregos e sem crianças morrendo de fome, sabendo-se que o imenso território brasileiro era dos índios. No passado imigrantes de todo mundo vinham para o Brasil, acabavam sendo comerciantes ou sitiantes, sem se falar em invasão de terras alheias e em terrorismo.
Carlos Sandrin - advogado