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Serra afirma que preservou o partido

Folhapress
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São Paulo - O prefeito José Serra (SP) disse, em nota oficial, que colocou a responsabilidade política acima de sua aspiração pessoal quando decidiu apoiar a indicação do governador Geraldo Alckmin como candidato do PSDB à Presidência. Ele afirmou que a manutenção de sua candidatura poderia levar o partido a realizar prévias, o que poderia dividir o PSDB.

“Surgiu a necessidade de uma disputa interna em razão da legítima postulação do governador Geraldo Alckmin e do seu desejo de que fosse realizado algum tipo de prévia entre os militantes tucanos. Isso traria sérios riscos de divisão no partido, a começar por São Paulo, servindo aos propósitos de nossos adversários”, disse Serra.

Ao justificar sua decisão, que considerou a unidade partidária, Serra aproveitou para elogiar Alckmin. “Meu senso de responsabilidade política leva-me a colocar acima de qualquer aspiração pessoal nosso objetivo comum, que é dar um novo rumo ao país. Por isso, e por considerar Geraldo Alckmin habilitado para vencer a eleição e ser o próximo presidente, cerro fileiras, com o partido, em torno de sua candidatura.”

Serra também agradeceu o apoio recebido pelos integrantes de seu partido à indicação de seu nome. “Quero agradecer, de coração, o imenso apoio de tantos brasileiros a uma possível candidatura minha à Presidência da República, apoio que se traduziu numa posição de relevo nas pesquisas eleitorais feitas no ano passado.”

Governo do Estado

Decidido o nome do candidato à presidência da República, o PSDB inicia uma nova "novela" a partir de hoje com a candidatura à sucessão estadual para São Paulo. A escolha será feita meados de abril e o nome do prefeito José Serra, o "derrotado" de ontem, ainda não foi descartado pelos tucanos.

Hoje, o quadro da sucessão estadual é dominado pelo peemedebista Orestes Quércia e a petista Marta Suplicy. Os pré-candidatos tucanos aparecem na pesquisa com desempenho inferior aos 4% de intenção de voto. Serra seria um nome forte para qualquer disputa. Ele era um nome forte para a Presidência da República e, portanto, seria forte para o governo estadual", disse o deputado Alberto Goldman, um dos pré-candidatos ao Bandeirantes.

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