Política

Para Tuga, Nilson cai no ridículo

Da Redação
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O prefeito Tuga Angerami (PDT) respondeu ontem às críticas de seu antecessor, Nilson Costa (PPS), depois que este reagiu à afirmação de Tuga de que continua encontrando bombas-relógio nas gavetas da administração, em uma referência à ação judicial da Camargo Correa cobrando quase R$ 10 milhões de débitos que estariam pendentes das obras do viaduto inacabado, no Centro.

Nilson reagiu dizendo que Angerami “parece morar em outra cidade. Ele está que nem o Lula, não sabe de nada”. O prefeito rebate que “morava na mesma cidade que era ´administrada´ por Nilson, mas que se tratava de uma cidade muito diferente da que ele esperava viver”.

Para o prefeito, a “administração” do ex-prefeito será sempre marcada pela “série de absurdos que cometeu, como a admissão de R$ 11 milhões a mais do que o valor realmente devido na federalização das dívidas, objeto de ação popular, e acordos sem parâmetros com a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) que resultaram na confissão de uma dívida de R$ 14 milhões, também em discussão na Justiça”.

Angerami ainda cita obras do antecessor: “que foram aceitas pela ´administração´ anterior com graves problemas estruturais, como a duplicação da avenida Getúlio Vargas, a pavimentação do Núcleo Bauru 2000 e a cobertura de escolas municipais, isso sem contar os erros de projeto e execução da ponte Ayrton Senna, símbolo maior do fracasso que foi o governo Nilson Costa”, ataca.

Na área financeira, o ex-prefeito deixou cenário ainda pior, avalia Tuga, com R$ 35 milhões em restos a pagar e uma folha de salário em atraso. “Não foi apenas a TIP que Nilson Costa deixou para a atual administração. Ele também não pagou a conta pelo consumo de energia elétrica referente aos últimos três meses de 2004, que totalizaram R$ 1.150.000,00. Também contribuiu para o caos financeiro do município ao não pagar a Funprev, ajudando a elevar a dívida milionária que a Prefeitura tem com a Fundação de Previdência, e não quitou parcelas da federalização, resultando no bloqueio mensal de 50% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM)”, amplia.

O chefe do Executivo ainda considera que Nilson foi imprudente ao assinar, com o Ministério Público, Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) sem condições de cumpri-los, como o do tratamento de esgoto, que gerou multa diária de R$ 12 mil ao município.

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