Palestina - O grupo terrorista Hamas, que venceu as eleições para o Parlamento palestino em janeiro último, encerrou ontem negociações sem formar coalizão com nenhum outro partido, em cenário que poderá aumentar o isolamento da organização armada em relação à comunidade internacional.
O novo gabinete deverá ser integrado por membros do braço político do Hamas, tecnocratas e independentes. O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, precisa avalizar a composição apresentada pelo grupo para que ela seja depois aprovada pelo Parlamento.
Países do Ocidente dizem que a ajuda dada aos territórios palestinos pode ser cortada caso o Hamas siga inflexível, algo que poderia trazer graves conseqüências para a já combalida economia palestina.
Ontem, o Exército de Israel fez buscas na cidade de Jenin, na Cisjordânia, e cercaram dois esconderijos usados por grupos extremistas islâmicos. Após tiroteio, um soldado israelense foi morto.
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Blair nega ‘conspiração’
Londres - O premiê britânico, Tony Blair, rejeitou ontem a acusação de uma “grande conspiração” entre os Estados Unidos, o Reino Unido e Israel na invasão israelense de uma prisão palestina em Jericó (Cisjordânia), ocorrida na última terça-feira. Durante coletiva de imprensa, Blair afirmou que compreende “o sentimento de injustiça e desespero” dos palestinos, mas que “esta não foi uma grande conspiração entre Estados Unidos, Reino Unido e Israel”.