Brasília - O presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer (SP) sinalizou que não tem pressa para recorrer da liminar concedida ontem pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) que suspende as prévias do partido, marcadas para amanhã. Segundo ele, “há tempo” para cassar a liminar.
Com essa estratégia, os oposicionistas do PMDB indicam que querem demorar para cassar a decisão do STJ e assim evitar que os governistas tenham tempo para conseguir outra limitar até domingo, o que originaria uma guerra de liminares.
Temer lembrou que a convenção nacional do partido, ocorrida em final de 2004, foi suspensa na Justiça, que depois cassou a liminar, que foi novamente concedida no final daquele mesmo dia. Aquela convenção é alvo ainda hoje de decisões judiciais.
Os principais caciques governistas do PMDB deixaram Brasília no meio dessa tensão e foram acompanhar a evolução da disputa judicial em outros Estados.
O presidente do Senado, Renan Calheiros (AL) está em Maceió. O líder do partido no Senado, Ney Suassuna (PB) está desde anteontem à noite na Paraíba. O senador José Sarney (AP) tem agenda em Sergipe. Já os oposicionistas do PMDB fazem uma reunião de emergência ontem em Brasília.
Os pré-candidatos do PMDB à sucessão presidencial, Germano Rigotto e Anthony Garotinho se encontram com Temer ontem à tarde para acompanhar as movimentações na Justiça. Rigotto afirmou que a concessão da liminar foi “uma violência contra o partido e uma interferência indevida na vida política do País.”
O pré-candidato peemedebista afirmou que “a mobilização do partido precisa continuar”. “Tenho certeza de que as prévias vão ocorrer. Nosso departamento jurídico já está entrando com o pedido de cassação dessa liminar.”