Israel - Integrantes do Fatah, partido do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, pediram ao líder que renunciasse ao seu cargo e dissolvesse a ANP em protesto contra o que consideram ser movimentos unilaterais de Israel.
Há três dias, o Exército israelense realizou uma operação em uma prisão na Cisjordânia onde foram resgatados seis detentos envolvidos no assassinato de um ministro de Israel em 2001.
A dissolução da entidade poderia levar Israel a assumir a responsabilidade pelos territórios onde vivem 3 milhões de palestinos e tornar irrelevante a vitória do grupo terrorista Hamas nas eleições parlamentares de janeiro último. Apesar do aumento da tensão e da violência nos últimos dias - ontem, na cidade de Yamoun, uma garota palestina de dez anos foi morta a tiros por soldados israelenses e um menino de 13 anos ficou ferido -, analistas e políticos do próprio Fatah dizem que, a princípio, a possibilidade de ruptura da entidade não é provável, apesar de alguns apontarem que a liderança palestina está servindo de cobertura para a ocupação israelense.
“Agora a responsabilidade pela população [palestina] está dividida entre a ANP e a comunidade internacional. Israel, o poder presente, que de fato tem força para decidir, não está muito preocupado com a situação porque a responsabilidade está nas mãos de outros”, declarou Ghassan Khatib, ministro do Planejamento palestino.
Idéia rejeitada
Um dia após a ação militar, Abbas disse que rejeita a idéia de renunciar à Presidência. O Hamas deve apresentar hoje a composição de seu gabinete dois dias após ter anunciado que não formaria uma coalizão com outras forças políticas palestinas.
O grupo terrorista deve escolher Mahmoud al Zahar como ministro das Relações Exteriores. O militante já foi alvo de Israel em uma tentativa de assassinato. Outro líder do Hamas, Saeed Seyam, poderia ocupar o Ministério do Interior e assumir o controle de três agências de segurança. Mahmoud Abbas precisa avalizar a escolha do gabinete para que depois seja levado à aprovação no Parlamento.
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Sharon irá para quarto
Israel - O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, 78 anos, será transferido a um quarto permanente em um hospital nas proximidades de Tel Aviv após as eleições parlamentares no país, marcadas para 28 de março.
Os médicos afirmam que o premiê, que sofreu um acidente vascular cerebral em janeiro passado e está em coma, tem bastante diminuídas as suas chances de melhora, já que não consegue recuperar a consciência. Sharon já passou por sete cirurgias, incluindo três cerebrais.