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Brigas familiares são o que mais motiva adolescentes a fugir

Érika Pelegrino
| Tempo de leitura: 2 min

Estudo realizado através de parceria entre a Redesap e a Universidade de São Paulo (USP) identificou as principais causas dos desaparecimentos: 76% são motivados por fugas, sendo apenas 24% por seqüestro e rapto.

As fugas podem ser motivadas por motivos corriqueiros. Entre eles, segundo Pauliane Veloso, estão os casos de jovens que brigam em casa e, com medo de voltar, dormem na casa de amigo, ou amiga e até mesmo casos que não são exatamente fuga, como de jovens que saem de casa para passear com amigos e esquecem de avisar.

Já entre os casos graves de fuga, de acordo com levantamento da sede do projeto “Caminho de Volta”, na Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) em São Paulo, segundo Pauliane Veloso, estão: maus-tratos, violência doméstica, tráfico de drogas, incesto e negligência.

A policial afirma que as fugas ocorrem, na maioria das vezes, entre adolescentes. Ela cita o caso de uma garota de 15 anos, de Bauru. “Ela já tinha uma vida fora do lar. Tinha envolvimento com prostituição e tráfico de drogas”, relata Pauliane Veloso. No dia 10 de abril de 2004, depois de uma briga com a mãe, a jovem desapareceu.

Entre menores de 12 anos, as causas mais comuns de desaparecimento são rapto e seqüestro. São raros os casos de fuga, como o que ocorreu envolvendo um menino de 4 anos. “A criança fugiu para a casa da tia porque o pai batia nele com mangueira”, relata Pauliane Veloso.

Como grande parte das fugas ocorrem porque os adolescentes brigam em casa, Pauliane Veloso afirma que a estruturação dos lares é a melhor forma de prevenção. “Percebemos que falta afeto e diálogo”, afirma. “O jovem que é acolhido em sua casa, que tem no seu lar um porto seguro, nunca irá fugir”.

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