Assim que a água é captada do rio Batalha, ela recebe uma aplicação inicial de cloro. Em seguida, recebe dosagens de cal e sulfato de alumínio. Esses produtos atuarão como floculadores, ou seja, transformarão as partículas de sujeira em pequenos flocos. E quanto mais suja estiver a água, maior a dosagem desses produtos. “Dependendo da qualidade da água, até dobramos a quantidade”, observa Márcia Zanatta, diretora do DAE.
Então a água segue para os decantadores. As partículas de sujeira se concentram no fundo dos tanques, que possuem mais de 4 metros de profundidade. Dos decantadores, a água segue para os filtros, compostos por uma série de camadas de pedras e cascalhos para depois ser, é levada para os reservatórios. “Depois ela recebe o cloro e o flúor, que é usado na prevenção de cárie”, explica. O tratamento leva três horas.
Ao final de todo o processo, a água que chega às residências está apta ao consumo.Em alguns lugares, a água pode apresentar uma coloração diferente. Segundo a diretora, isso acontece em lugares onde a tubulação é mais antiga. “Se alguma coisa estiver fora do padrão, nós checamos e tomamos uma providência”, garante Zanatta.
Responsável por 60% do abastecimento de Bauru, os poços no Aqüífero Guarani são alternativa relativamente cara. Segundo os cálculos do DAE, apesar ser uma água potável, só precisando de adição de cloro e flúor, a água dos poços custa R$ 0,37 o metro cúbico. Para trazê-la à tona, gasta-se muito com energia elétrica. Além disso, é um recurso que deve ser preservado. “Cada poço aberto é uma via de contaminação da água do aqüífero”, diz.