Uma camisa com nome Celso Zinsly. Participei, juntamente com os colegas da Polícia Federal, de dois encontros futebolísticos contra a comissão técnica do Noroeste. Passei a conhecer e admirar o entusiasmo desse noroestino. Percebi seu orgulho por montar uma comissão técnica a altura do grandioso Norusca.
Ele amava tanto o clube que, mesmo tendo me revelado que sua saúde estava debilitada, não parou para se cuidar. Pena! Perdemos um profissional ímpar. No dia 16 último, alegre, Celso foi o juiz de nossa "pelada" e estava muito brincalhão com uma buzina de ar, fazendo farra com os jogadores. Ninguém poderia imaginar que eram últimos momentos de descontração.
Logo em seguida vieram os problemas com ingressos, com a prefeitura que, segundo ele, não colaborava em nada, e o pior, a sua despedida com casa cheia. O problema com o amigo tenente Valentim de forma alguma pode ser ligado à causa de sua morte. Valentim conhecia bem o temperamento de Celso e estava ali para cumprir, como profissional que é, pela segurança de todos. Afinal, a Polícia Militar não poderia defender uma torcida, e sim zelar pela paz no estádio.
Mandei confeccionar uma camisa de nossa equipe para Celso Zinsli com seu nome nas costas e, infelizmente, não deu tempo de ficar pronta. Vou ficar com ela e guardar como recordação daquele que deu a vida por uma paixão. Vai ser um amuleto com sinônimo de competência, lealdade, entusiamo e tantas outras qualidades que esperamos de um ser humano. Claro que teve seus críticos, mas duvido que estes não reconheciam suas qualidades. Descance em paz amigo. (Milton Pontes Ribeiro - RG: 13.910.675-3)