Os tão sonhados 15 minutos de fama. Ou melhor, 5. Foi o que Katilce conseguiu ao ganhar o já tradicional selinho de Bono Vox, vocalista da banda irlandesa U2, no show que fizeram no Morumbi, em São Paulo.
Todos desejamos alcançar o sucesso por um meio no qual nos destacamos. Não há como negar. Se você for um escritor, por exemplo, vai querer que seu livro faça sucesso e se torne um best-seller. Porém, há aqueles que se contentam apenas com os 15 minutos de fama, pois querem aparecer na mídia a todo custo.
A mídia é um meio cruel. Ou você está dentro, ou você está fora. Em geral, depois de um tempo, a mídia já não os comenta, então, as “vítimas” dos 15 minutos caem no nosso esquecimento.
Mas por que almejamos tanto o sucesso? Acho que a resposta está no fato de que o ser humano ser um ser extremamente vaidoso e cheio de si, e que quer juntar muito dinheiro e ser milionário sendo famoso.
Não vejo problema algum em querer ter uma vida confortável, só acho que não precisamos ser ricaços. Acho que, se fossemos todos milionários, não daríamos valor algum ao dinheiro e ao trabalho. Também não estou criticando os ricos, pois sei que muitos trabalharam muito para consegui-lo; já os oportunistas quarem faze-lo de maneira fácil, usufruindo do sucesso instantâneo.
Acho que pessoas que são autênticas, reais, são aquelas que estão nos livros de história e na mídia há muito tempo. Tomemos alguns exemplos: Jesus, Buda, Da Vinci, Bach, Freud, Jung, Confúcio, etc... Os grandes pensadores, filósofos, psicanalistas, compositores, inventores, artistas, lideres, pessoas que tinham teorias nas quais acreditavam (e que muitas vezes eram condenados por causa delas), permanecem até hoje como referências para nossos estudos e vida, e são ainda muito lidas e comentadas.
Já as pessoas ilusórias, vazias, participantes de “Reality Shows”, namorados de artistas, compositores e artistas que em suas obras só expressam o que a mídia quer, e não seus reais sentimentos, não conseguem nada além dos 15 minutos de fama. Não nos fornecem nada de útil e logo caem no esquecimento. Porém também não podemos acusa-las; muitas vezes é a própria mídia que promove esse tipo de valor, e elas apenas usufruem da oportunidade.
Como já disse, a mídia é cruel. O ser humano, muito vaidoso. Um acaba sendo parasita do outro, e, se nos deixarmos influenciar, viramos reféns desse ciclo vicioso. Temos que ter o discernimento de reconhecer quais exemplos devemos seguir e em devemos admirar.
Luna Pasquale Ghinato - RG 38.683.822-7 - estudante