“A maior parte dos pesquisados não levaria sua família à noite para o Centro porque lá se vê prostituição, crianças viciadas, o que para eles não é agradável”, conta a professora Dalva Aleixo Dias, integrante do Grupo Pró-Bauru. Por isso, ela avalia que é preciso incrementar atividades de assistência e desenvolvimento social com as pessoas marginalizadas, assim como a promoção de ações culturais, especialmente no período noturno.
Outro ponto em comum entre os problemas listados na área central é a falta de estacionamento para veículos e má administração das vagas existentes. Segundo Cássio Carvalho, presidente do Grupo Pró-Bauru, propostas de melhorias no Centro não param de chegar.
“Estão em andamentos algumas articulações no sentido de promover a restauração de alguns prédios de importância histórica para transformá-los em sedes de associações culturais, mini-museus, arquivos públicos ou locais para o exercício profissional e formação de pessoal em atividades artesanais para as quais existem demandas não atendidas na cidade”, diz Carvalho.
Agora, os envolvidos no projeto trabalharão junto ao Plano Diretor Participativo do Centro com objetivo de tornar de Bauru um espaço de encontro e convivência, onde as pessoas possam trocar experiências culturais e sociais.