Regional

Presas de Cabrália são transferidas

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Cabrália Paulista - Dez presas da cadeia de Cabrália Paulista (45 quilômetros a sudoeste de Bauru) foram transferidas para o presídio feminino de Santana, na Capital. A expectativa é que até o final de abril todas as condenadas da região tenham o mesmo destino.

A solicitação para a transferência foi feita pelo coordenador de assuntos prisionais, Antônio Luís Sampaio de Almeida Prado, do Departamento de Polícia Judiciária (Deinter-4) de Bauru junto à Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), em São Paulo. Na ocasião, Prado pediu a transferência de 20 condenadas que estavam presas na cadeia de Cabrália.

No entanto, a SAP liberou a transferência de apenas dez. Detentas de outras cadeias da região também devem ser transferidas para o novo presídio feminino assim que as obras de construção terminarem.

O presídio feminino de Santana, na Capital, foi inaugurado em dezembro passado, mas as obras ainda estão em fase de conclusão. Quando pronto, terá capacidade para abrigar cerca de 2.400 presas.

Segundo Prado, o presídio de Santana deverá ter três lances sendo que cada um deles terá capacidade para abrigar 800 presas. Um lance está pronto e, segundo ele, abriga atualmente 1.100 detentas.

“O pedido está lá (na SAP) e assim que concluir esta parte (da obra) eu creio que ela transfere não só as (presas) de Cabrália, mas também as condenadas de Duartina e Pirajuí. A previsão é de que transfira todas as condenadas”, acredita Prado.

De todas as cadeias femininas da região, a de Cabrália Paulista é a que apresenta maior precariedade. A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Bauru, fez um levantamento da situação estrutural da cadeia e chegou à conclusão de que o local representa sérios riscos à integridade das pessoas que estão presas ali.

Prado acredita que no futuro é provável que ocorra o fechamento da cadeia. “Em Cabrália é onde a situação do prédio é mais crítica. A intenção é trabalhar com (as cadeias de) Duartina e Pirajuí. A tendência é fechar a cadeia de Cabrália”, avalia. Segundo ele, a cadeia de Duartina abriga atualmente 15 condenadas e a de Pirajuí 22.

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