Polícia

Corpo é achado enterrado; homicídios aumentam 20%

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 2 min

Há uma semana do fim do mês de março, o número de homicídios em Bauru no primeiro trimestre já superou em 20% o registrado no mesmo período do ano passado. Com um corpo localizado ontem, já enterrado, a Polícia Civil registrou 12 assassinatos entre janeiro e março, contra 10 em 2005. No ano passado, foram registrados 41 homicídios entre janeiro e dezembro.

O corpo achado ontem, no Núcleo Gasparini, na região leste, é de Marcos Paulo Faustino, 24 anos, que estava desaparecido desde o último dia 8, segundo a família informou à polícia. Após duas horas de busca, policiais militares da Base Leste, com auxílio de um cão farejador, localizaram o corpo de Faustino enterrado a cerca de 50 metros do córrego existente próximo ao bairro.

“Recebemos denúncias anônimas e fizemos a busca”, afirmou o capitão Valter Luís Sales Gonçalves, comandante da 4.ª Cia, lembrando que os policiais já estavam fazendo busca desde o final de semana. Primeiramente, os policiais percorreram aproximadamente 15 quilômetros às margens de um riacho no Gasparini.

Ainda no local, receberam outra denúncia feita por uma pessoa que seria amiga do autor do crime. “Fomos informados que o corpo estava enterrado perto do riacho e cerca de 300 metros de um campo de futebol”, conta Gonçalves. As buscas foram intensificadas e, por volta das 11h, os policiais encontraram um monte de terra com grama que havia crescido recentemente, o que chamou a atenção.

Utilizando pás e enxadas, os policiais começaram a escavar. Minutos depois, identificaram o ombro, pernas e pés de um corpo que estava na posição sentada devido à geografia do terreno, que é em declive. Corpo de Bombeiros e Polícia Técnica foram acionados para a retirada do corpo e investigação da identidade, respectivamente.

O corpo foi enviado para o Instituto Médico Legal (IML), onde a família de Faustino fez o reconhecimento. A mãe do rapaz, Marli Aparecida Pedroso, acompanhou parte da busca, mas foi retirada do local assim que o corpo foi localizado. Minutos antes, ela disse que o rapaz trabalhava em uma lavanderia e tinha separado-se recentemente da esposa.

Ele estava morando no Núcleo Gasparini em um quarto alugado. Tinha poucos pertences e costumava almoçar e jantar com os pais, que também moram no bairro. A mãe percebeu o desaparecimento do filho no dia 8. “Ele não jantou e não consegui falar com ele por telefone. Mas só constatei o desaparecimento no dia seguinte, quando liguei no trabalho e ele não tinha aparecido”, conta.

A mulher disse que ela e o marido receberam várias informações anônimas sobre o rapaz. “Não tivemos sossego desde o desaparecimento do meu filho. Meu marido já viajou para várias cidades a procura dele”, desabafa.

Até o final da tarde de ontem, o delegado do 2.º Distrito Policial (DP), José Henrique Gomes dos Santos, não tinha pistas de suspeito (s) do crime. O caso também será investigado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG).

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