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Pontes foi escolhido em 1998

Iara Gomes*
| Tempo de leitura: 2 min

No dia 17 de junho de 1998, o então capitão da Aeronáutica Marcos César Pontes recebeu a notícia de que era o “eleito”. Dois meses depois ele iniciou o treinamento de astronauta no Johnson Space Center, em Houston, nos Estados Unidos. Em entrevista à reportagem, no dia seguinte ao anúncio, Pontes declarou: “Era um sonho de criança, que até pouco tempo parecia muito distante. Todo aviador sonha com este momento.”

Pontes é fã de desenhos animados e de histórias sobre aventuras espaciais. Um total de 40 pilotos se inscreveram no processo de seleção aberto pela Agência Espacial Brasileira (AEB). Na última etapa restaram cinco candidatos, dos quais quatro pertenciam ao quadro depilotos ou ex-pilotos do Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), em São José.

A principal razão estaria no fato de que a escola de pilotos de provas do CTA é uma das cinco no mundo. Além do Brasil, apenas os Estados Unidos, França, Inglaterra e Rússia tem instalações apropriadas para esse tipo de treinamento. Na época a expectativa era de que Pontes, que havia sido piloto de provas do CTA, viajasse ao espaço a bordo de um dos ônibus espaciais em 2003. No curso de formação de astronauta, Pontes integrou a classe 17, com 32 alunos. Além dele, a turma tinha outros cinco estrangeiros. Dois eram italianos e os demais da Alemanha, França e Canadá.

O treinamento básico foi concluído em dezembro de 2000, quando Pontes recebeu o título de astronauta e passou a integrar a equipe de tripulantes da Nasa (agência espacial dos EUA). Na primeira etapa do processo de formação, Pontes recebeu treinamento com ênfase nos sistemas do ônibus espacial e da Estação Espacial Internacional (EEI).

Na etapa seguinte, já com o título de astronauta, Pontes participou do treinamento avançado, no qual a prioridade são os procedimentos de manutenção operacional. Esta fase consiste em revisões operacionais e qualificações técnicas não constantes do treinamento básico. Assim que o astronauta é escalado para para um vôo, é iniciado um treinamento especializado dirigido às especificidades da missão, que dura em média um ano. O treinamento avançado é retomado após a missão no espaço.

*Jornal ValeParaibano

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