Após ler nesta prestigiosa tribuna e analisar as cartas do sr. Antonio Pedroso Júnior, que tendo cunho destrutivo, de teor inverídico e no mínimo irresponsável, contra a empresa Acumuladores Alca Ltda, tenho a expressar (com conhecimento de causa) e comentar o seguinte.
1- Equivoca-se o missivista ao tentar denegrir a imagem e legalidade da empresa em questão, ao afirmar e insinuar sobre o que não corresponde à verdade. Esta sim, deve vir à tona.
Tenho larga experiência profissional no setor e longos anos de atuação no que tange ao ramo “baterias automotivas”. Inteirado no processo de produção das mesmas, conhecendo as normas ambientais e inerentes ao processo produtivo e logístico do setor, venho a público e posso afirmar com segurança aos nobres leitores e moradores adjacentes à empresa Alca, que:
a) É inconcebível a afirmação do sr. Pedroso, de que exista “epidemia de pneumonia ou saturnismo” por consequência das atividades da empresa naquela região, pois seriam necessários muitos anos de assentamento de partículas residuais de chumbo a ponto de que o solo possa vir a contaminar animais, aves, seres humanos ou plantas (ex.: caso ocorrido numa indústria bauruense em seu setor metalúrgico).
Porém, essa hipótese se descarta ao saber-se que a empresa Alca não possui fornos reverberos, nem assemelhados, que são utilizados em setor de metalurgia, refino ou composição de chumbo-liga, que aplica-se para a fundição de grades. A empresa não exerce esse processo, adquirindo a grade já fundida, empastada e curada (denomina-se placa), que é o componente principal à função do produto final. Portanto, não há emissão de partículas poluentes de chumbo que possam vir a ser suspensas no ar, o que de fato (se houvesse), ao longo dos anos poderia provocar inalação involuntária e intoxicação da pele.
b) Quanto aos lingotes de chumbo a que o sr. Pedroso se refere, esclareço que o chumbo em lingotes é tido como moeda que se troca entre as empresas congêneres que permutam determinados tipos de matéria-prima entre si, conforme a disposição dos seus estoques. Nesse ramo as empresas são bem parceiras, o que possibilita ajuda mútua e uma concorrência leal e saudável, fato que gera progresso às empresas e benefícios aos comerciantes do produto, bem como ao consumidor final. Isso é progresso!
c) Quanto às declarações do sr. Pedroso de que a Acumuladores Alca deixou de ter padrinhos na Seplan e que esta a tudo fazia vistas grossas, entendo que o sr. cometeu aí uma acusação a que o sr. foi no mínimo imprudente. A essa insinuação (grave e torpe), pode inclusive vir a ser inquirido judicialmente. O que é pior, pelas duas partes prejudicadas moralmente.
Aproveito para me solidarizar com a empresa, demonstrando repulsa ao falso alarde. Não sei por que e como isso levou o sr. Darcy Rodrigues, diretor do Departamento de Uso e Ocupação de Solo da Seplan, a tomar medida que chamou de “profilática”, e interditar a empresa (deveriam apurar essa arbitrariedade). E o prejuízo da empresa, quem paga? O sr. Pedroso ou o sr. Darcy?
E agora pergunto: O que os srs. tem a dizer sobre a visita da reportagem do JC no local (“não identificaram cheiro diferente ou forte, não apurando queixas entre vizinhos mais próximos) e mais ainda, o que os srs. dizem da fiscalização que a Cetesb esteve fazendo no local da empresa e não constatando nenhuma irregularidade?. Vai haver alguém que conteste os laudos do órgão que fez tais considerações?
Embora afastado do ramo, conheço vários colegas que, como clientes e fornecedores diretos da empresa, médicos do trabalho e engenheiros e técnicos em segurança no trabalha, podem atestar a seriedade com que essa empresa é conduzida e trabalha, bem como da aceitação e qualidade de seus produtos, que já conquistaram mercado Brasil afora. Que bom, é desse desenvolvimento, que emprega, produz e faz conhecer a cidade a que honram, é disso que nossa Bauru precisa. Chega de desestruturação nas indústrias de nossa cidade, que fecham as portas, devido aos perversos entraves que enfrentam. Bauru merece voltar a ser o pólo de desenvolvimento que outrora já foi. Grato! (Wagner Correa Rosa - RG 16.826.547)