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O adeus dos companheiros

Adriana Fricelli
| Tempo de leitura: 2 min

Muito abalado, o arquiteto Jurandyr Bueno Filho lamentava a perda do amigo. “Trabalhamos juntos na prefeitura por 15 anos. Ele sempre foi de uma ponderação inimaginável e brigava constantemente para que a gente acertasse, além de ser um grande paizão”.

O jornalista Flávio Pedroso credita a Gonçalves o início de sua carreira. “Foi ele quem me lançou no rádio em meados dos anos 70. O Célio é como se fosse meu padrinho. Era uma figura maravilhosa, compreensível e sempre solícito”.

A generosidade de Gonçalves também não é esquecida pelo jornalista Zarcillo Barbosa. “Houve um tempo em que eu fiquei sem emprego e ele fez diversos contatos para mim, mesmo sem o meu conhecimento”. A amizade entre os dois era alimentada todos os sábados, quando os amigos se reuniam há mais de 35 anos para falar sobre a família e sobre a cidade. “Bauru e a família eram seus grandes amores. De nossas conversas saíram grandes idéias, como o prolongamento da avenida Nações Unidas até a rodovia Bauru-Marília, que ele defendia há mais de 20 anos e até hoje não foi realizado”, lembra.

Quem sempre participava dessas reuniões era o também amigo José Cabral. “No começo, nós nos reuníamos no restaurante Paiol e, depois que fechou, passamos a nos encontrar numa churrascaria. Entre um copo e outro, muitas conversas, idéias e risadas. Perder um amigo é perder um pouco da vida, mas por outro lado, pode ser o começo da eternidade!”

Memória de Bauru

Nos últimos tempos, a pedido de seu amigo Alcides Franciscato, presidente dos grupos Prata e Cidade, Célio Gonçalves dedicou-se a organizar um acervo fotográfico que retrata a história de Bauru, repassado ao empresário pelo conhecido fotógrafo Aldire Guedes, para um trabalho de catalogação e preservação. Gonçalves incentivou Franciscato a adquirir a guarda do arquivo visando sua organização e disponibilização à população. O empresário informou ontem, em meio ao pesar pela morte do jornalista, que o trabalho será finalizado para depois ser disponibilizado para consulta, principalmente aos jovens estudantes. Gonçalves também trabalhava em outros projetos memorialistas, a pedido do JC.

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