Regional

‘Acidentes’ deixam cidades sem energia

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 3 min

Nos dias 10 e 11 deste mês, os moradores de Arealva tiveram o fornecimento de energia interrompido na cidade por algumas horas. Em Iacanga, também ocorreu queda de energia no dia 10 à tarde. Queda de árvore e má conservação de uma linha particular podem ter sido as causas dos apagões.

O prefeito de Arealva, Paulo Padanosque (PSDB) critica a falta de esclarecimentos, por parte da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), sobre os motivos que teriam levado à queda de energia em dois dias deste mês na cidade. “Esses dias houve um temporal aqui e eu chamei um dos responsáveis pela companhia que ficou de vir aqui no gabinete para prestar esclarecimentos, porque até agora eu não sei o que aconteceu. Houve a queda de energia, mas o motivo até agora ninguém veio me trazer”, lamenta.

Padanosque lembra que no ano passado avícolas da região tiveram prejuízos decorrentes do mesmo problema. “No ano passado, houve uma mortandade muito grande de aves na região (devido à queda de energia)”. No dia 10 deste mês, também ocorreu queda no fornecimento de energia elétrica em Iacanga. Segundo o gerente da regional da CPFL em Bauru, César Bento Machado, os três casos em que ocorreram interrupção no fornecimento de energia, dois em Arealva e um em Iacanga, foram provocados por acidentes.

De acordo com ele, os dois defeitos que ocorreram em Arealva foram provocados por uma linha particular.

“Nós temos a nossa linha que passa na cidade e dela derivam as linhas para as propriedades rurais. Nesses dois casos registrados, uma dessas linhas estava com defeito e eles (os proprietários) reforçaram o fusível que liga na nossa rede. Quando sai da nossa rede tem uma chave de proteção e essa chave tem fusível para ele queimar quando tem defeito. É usual alguns proprietários não resolverem os defeitos de sua linha e apenas reforçarem o fusível”, explica.

Machado ressalta que quando o defeito da rede particular passa pela chave acaba afetando o alimentador como um todo e faz com que a linha da CPFL seja desligada.

Nesses casos, segundo Machado, a CPFL visita os proprietários e faz a intimação para que resolvam os problemas da rede particular.

“Quando é reincidência lavramos boletim de ocorrência (BO) e se ele não acertar nós temos até o poder de desligamento, o que ocorre em algumas vezes. Afinal de contas, não podemos deixar que ele (o proprietário particular) fique prejudicando todos os outros clientes”, conclui.

Vendaval

No caso de Iacanga, Machado diz que por causa de um vendaval ocorrido no dia 10, uma árvore de grande porte caiu sobre a rede e arrebentou os cabos de energia. Isso fez com que a cidade ficasse sem o fornecimento de energia por algum tempo.

O diretor garante que a companhia avisa os cliente com antecedência no caso de ter que desligar a rede para manutenção. “Enviamos carta para cada cliente. Nós temos um sistema que quando eu faço a programação de desligamento ele automaticamente busca os clientes que vão ser afetados e já gera uma carta para ser entregue a todos eles”, diz.

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Luz para Todos

Segundo Machado, a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) foi a primeira empresa distribuidora de energia a cumprir os prazos do Programa Luz para Todos, firmado com o Ministério de Minas e Energia e governo do Estado para a conclusão das ligações de energia nas residências das pessoas cadastradas.

“A CPFL como um todo cumpriu o prazo que foi dado. Nós ligamos todos os clientes que estavam cadastrados. Só aqui na nossa região de Bauru são 1.600 clientes”, disse.

Os municípios que integram a regional são Agudos, Arealva, Avaí, Bauru, Boracéia, Cabrália Paulista, Duartina, Iacanga, Lucianópolis, Paulistânia, Pederneiras, Piratininga e Presidente Alves. Cerca de R$ 1,5 milhão foram investidos no Programa.

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