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CPI dos Correios apresenta seu relatório final hoje

Folhapress
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Brasília - Antes mesmo da apresentação do relatório final da CPI dos Correios, marcada para hoje, a radicalização política tomou conta da comissão. A oposição afirma que há provas para pedir o indiciamento dos ex-ministros José Dirceu (Casa Civil) e Luiz Gushiken (Comunicação de Governo), enquanto os petistas já preparam um documento paralelo para ser apresentado caso isso seja acatado pelo relator, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR).

Nas reuniões para fechar a versão final do relatório, os governistas sugeriram uma gradação no capítulo dos pedidos de indiciamento: situações tipificadas (A), situações cuja conduta deverá ser avaliada pelo Ministério Público Federal para fins de investigação (B) e prosseguimento da investigação (C).

A proposta apresentada pelos petistas é que Dirceu, Gushiken, o ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira e os deputados federais acusados de envolvimento com o “mensalão" fiquem na segunda categoria, por não haver, segundo eles, provas para sugerir a condenação em um crime específico. “Não vou participar da dança da pizza. Há provas documentais e testemunhais para pedir o indiciamento de José Dirceu”, afirmou o deputado Eduardo Paes (PSDB-RJ), que é relator-adjunto.

Na versão petista, o único membro da cúpula do partido que teria o indiciamento pedido seria o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, ao lado de Marcos Valério e do marqueteiro Duda Mendonça. O ex-presidente do partido José Genoino ficaria na terceira categoria, na qual não foram encontradas suspeitas de irregularidade pela CPI. Seu caso seria investigado pelo Ministério Público.

O relator pretende citar no relatório que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi avisado da existência do suposto esquema do “mensalão” pelo então deputado Roberto Jefferson antes da divulgação das denúncias, em duas entrevistas à "Folha" em junho do ano passado. O PT não admite que esse ponto seja mantido.

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