Para checar uma suspeita de tráfico de drogas, a polícia teve de recorrer à medicina. Na manhã de ontem, uma viatura da Polícia Militar (PM) levou Adriana Silva de Oliveira, 29 anos, ao Pronto-Socorro Central, para que ela fosse submetida a um exame de raio-x. Ela veio de Marília para visitar o marido, que está detido no Centro de Detenção Provisória, levando 220 gramas de maconha na vagina.
A droga estava em forma de tabletes - eram três porções envolvidas em plástico. Para tentar driblar a revista pessoal, Oliveira introduziu os tabletes na vagina, mas a agente penitenciária que fez a verificação desconfiou e chamou a Polícia Militar.
Oliveira chegou ao CDP, unidades, que abriga presos provisórios em regime fechado e os que aguardam julgamento visitar o marido.
Atualmente, a unidade de Bauru conta com 1.110 homens - cerca de 340 a mais do que a sua capacidade permite. Para poder entrar em contato com o marido, ela teve de passar pela revista pessoal. Acompanhada de uma agente penitenciária, ela teve de tirar a roupa e agachar. A agente suspeitou de Oliveira e solicitou uma viatura da Polícia Militar. A moça foi conduzida ao Pronto-Socorro Central, para passar por uma radiografia.
O exame apontou os três invólucros introduzidos pelo canal vaginal da mulher. De acordo com a PM, ainda assim ela negou que estivesse com a droga.
Foi solicitada a presença de uma policial feminina para acompanhar a revista minuciosa que seria realizada por um médico. O procedimento não foi necessário, porque Oliveira resolveu retirar a droga e entregá-la aos policiais.
Um dos tabletes media 12 centímetros de comprimento e três de largura os outros dois, seis centímetros de altura e três centímetros e meios de largura. Oliveira foi levada ao Plantão Policial, onde foi presa por flagrante de tráfico de entorpecente. Ela seria conduzida, ainda ontem, à cadeia de Cabrália Paulista.