Araraquara - A Câmara de Araraquara deve votar na próxima semana projeto de lei que cria uma licença municipal para a queima da palha da cana-de-açúcar e cria uma taxa a ser cobrada das usinas. Hoje, as empresas já têm que pedir autorização ao Estado para a queima.
Para o vereador Carlos Nascimento (PT), autor do projeto, a cobrança é uma forma de minimizar as perdas econômicas do município na safra, em especial na saúde - segundo ele, a cidade gasta de R$ 500 mil a R$ 700 mil a mais em internações e medicamentos no período da queima. “A licença permite que a cidade receba pelo menos parte do que gasta.”
O projeto, acrescentou, não substitui a tentativa de eliminar a queima. As usinas têm se recusado a cumprir leis municipais sobre queimadas - em Ribeirão, barraram na Justiça lei que proibia a prática no município. Para o setor, a única lei a ser seguida é a estadual, que prevê o fim gradual da queima até 2031.
Pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) feita em Araraquara mostrou aumento de cerca de 50% das internações por asma e hipertensão arterial durante o período da queima da cana.