Nacional

Multishow entrevista Marisa Monte

Por Marcelo Batolomei | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

A cantora e compositora Marisa Monte explica a criação de seus dois novos CDs, “Universo ao Meu Redor” e “Infinito Particular”, numa espécie de entrevista coletiva realizada por cinco jornalistas cariocas no mês passado e gravada para o canal Multishow. Em uma hora de programa, que será exibido hoje às 21h15, ela tenta explicar o que, talvez, seja inexplicável. Qual a receita do sucesso? Qual CD vai vender mais? Por que demorou tanto?

Logo de início, ela declara: “Não me considero uma cantora de samba”. E também diz: “Acho que é uma conseqüência natural. Eu sou carioca; (o samba) é a maior expressão musical do Rio; eu gosto de música; na minha casa sempre se ouviu música... Minha carreira se construiu nisso”. O tema é retomado mais à frente, quando ela se questiona. “Não sei me definir (...) MPB? Samba?”

Mediado por Lorena Calábria - apresentadora que assinou contrato exclusivo com a Record e que deixa o canal pago em maio -, o grupo pergunta pouco e Marisa fala mais, não demais. Conta, por exemplo, que uma música com os parceiros Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown pode ser feita em 20 minutos ou em dez anos. Foi o que aconteceu com “Já Sei Namorar”, o hit do premiado e mais vendido CD “Tribalistas” (2002), cuja melodia estava “perdida” numa fita cassete que só ganhou letra muito tempo depois.

Já “Universo ao Meu Redor” foi feita em minutos, quando o trio esperava o sambista Paulinho da Viola - outro tópico da conversa com a cantora - para uma visita. A cantora fala também de suas preferências musicais atuais e antigas, de suas importantes pesquisas feitas com sambistas históricos como Monarco, das outras parcerias que aparecem nos CDs (Marcelo Yuka, Adriana Calcanhotto, Philip Glass, Eumir Deodato e João Donato, entre outros), da produção e introdução de novas sonoridades e instrumentos e ainda diz que seu maior desejo, agora, é estrear o show.

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