Polícia

Deinter e CPI-4 reúnem-se para analisar índice de criminalidade

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

O Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior-4 (Deinter-4) e o Comando Policiamento do Interior-4 (CPI-4) se reuniram anteontem para analisar o índice de criminalidade de Bauru e mais 88 cidades nos meses de novembro e dezembro de 2005 em comparação com o mesmo período de 2004. O resultado, diminuição da criminalidade, direcionou as ações policiais para o combate a furtos de veículos, que registraram aumento.

A reunião é estabelecida pelo Centro de Análise e Planejamento da Secretaria de Segurança Pública e tem por finalidade analisar o bimestre, explica o diretor do Deinter-4, Roberto de Mello Annibal. “Analisamos os casos de homicídios, roubos, furtos, roubos e furtos de veículo”, conta.

Os homicídios nos 88 municípios, segundo Annibal, reduziram 11,54%; os roubos, 8,75%; os furtos, 4,19% e os roubos de veículos, 16,67%. “Só os furtos de veículos tiveram um aumento 10,99%”, diz.

Reunidos, os comandantes de área resolveram, de acordo com Annibal, continuar agindo como já estão. “Os resultados estão sendo positivos. Para inibir os furtos de veículos, desencadeamos em toda a área a Operação Desmanche. Em Ourinhos apreendemos 4 mil itens de produtos. Direcionamos as ações para o receptador e autor”, explica.

Outra ação policial desenvolvida pelas polícias, de acordo com o diretor do Deinter, são as blitze. “A Polícia Militar e a Polícia Civil, através dos distritos e do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos) têm feito esse trabalho diariamente. A Operação Pagamento, que não existia em Bauru, também já foi implantada”, completa.

Para Annibal, durante as fiscalizações é possível prender suspeitos, checar documentação pessoal e do veículo. “Em Tupã foi feita uma blitz na qual foram presos seis procurados e vistoriadas 108 pessoas”, frisa. Na análise das polícias até o comportamento das vítimas interessa. “Chegamos à conclusão de que muitas delas cooperam com o crime quando deixam uma janela aberta ou são negligentes com a segurança”, frisa.

Para o diretor do Deinter, é necessário até um trabalho educativo. “A população não pode cooperar com a ação criminosa. O que gera a insegurança é a violência. Notamos que nos furtos ocorridos, de pequenos objetos, ela é pouco existente, mas o fato da divulgação pela mídia gera insegurança”, afirma.

No caso dos homicídios, segundo ele, não há prevenção a ser feita. “90% deles ocorreram dentro de casa, provocados por desavenças familiares, dívida e vingança”, enumera. A maioria dos crimes foi cometida com o uso de armas brancas, diz.

Comentários

Comentários