Nacional

Ex-gerente confirma irregularidades

Por Rogério Pagnan | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - O ex-gerente de Marketing da Nossa Caixa Jaime de Castro Júnior confirmou em depoimento ao Ministério Público de São Paulo a existência de irregularidade em contratos de publicidade da estatal e suposta destinação de verba a deputados estaduais.

O ex-gerente disse que a presidência do banco tinha conhecimento das irregularidades, ignorou “vários avisos” dessa situação e recebia indicação do ex-assessor de Comunicação do Estado Roger Ferreira sobre quais empresas deveriam ser beneficiadas pelos patrocínios da estatal.

O deputado Afanázio Jazadji (PFL) será um dos próximos a serem ouvidos. Ele diz que “o depoimento confirma um fato gravíssimo, que é a não-prorrogação dos contratos. Isso mostra que o banco recebeu serviços de empresas “sem cobertura contratual”. De acordo com o Ministério Público, Castro Júnior não mencionou nenhum deputado nominalmente, mas disse que tinha conhecimento que as empresas beneficiadas eram ligadas a deputados estaduais.

As empresas supostamente beneficiadas são ligadas a Wagner Salustiano (PSDB), Geraldo “Bispo Gê” Tenuta (PTB), Jazadji, Vaz de Lima (PSDB) e Edson Ferrarini (PTB). Ferrarini, Salustiano e Jazadji enviaram documentos na promotoria confirmando o recebimento de verba pela estatal.

Os dois primeiros negam ter vendido apoio em troca disso. Jazadji, em entrevista anterior, disse ter sido procurado por Alckmin para que parasse de criticar o governo. Por email, Roger Ferreira respondeu as acusações de Castro Júnior dizendo que “como empresa cotada na Bolsa de Valores, a Nossa Caixa não tem nenhuma subordinação formal ou informal, no que se refere à comunicação, a nenhuma instância ou pessoa exterior à empresa”.

Em nota, a Nossa Caixa afirma que o atual presidente, Carlos Eduardo Monteiro, soube da inexistência de contrato entre a Full Jazz e a Colucci apenas em 27 de junho de 2005 e, “de imediato, determinou abertura de sindicância, que levou à demissão por justa causa de Jaime de Castro Júnior”.

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