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Suzane vai passar Páscoa na cadeia

Folhapress
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São Paulo - Suzane von Richthofen vai passar a Páscoa presa na Penitenciária Feminina Sant’Ana, na zona norte de São Paulo. Seu advogado, Mário Sérgio de Oliveira, adiou para a próxima segunda-feira o pedido de habeas corpus em favor da jovem. Suzane é ré confessa no processo que a acusa de envolvimento no assassinato dos pais, Marísia e Manfred von Richthofen, em 2002. Ela voltou a ser presa na segunda-feira, após nove meses de liberdade.

De acordo com o advogado, ele não teve tempo para concluir o pedido. O documento só será entregue na segunda devido ao feriado prolongado de Páscoa. Mais cedo, ele chegou a anunciar o horário em que iria ao Tribunal de Justiça (TJ) para dar entrada no recurso. Oliveira alega que a prisão é uma “injustiça”, “já que ela nunca iria tentar fugir” e também “nunca faria nada contra o irmão (Andreas)”.

Anteontem, a Associação dos Advogados Criminalistas do Estado de São Paulo (Acrimesp) pediu que o Ministério Público investigue as condições a que Suzane foi submetida enquanto permaneceu no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no centro de São Paulo. Ela foi transferida na terça-feira para a Penitenciária Feminina Sant’Ana (zona norte de São Paulo).

Durante os primeiros dias, ela ficará em uma cela diferenciada, sob regime de observação. De acordo com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, o isolamento é um procedimento comum adotado para integrar o preso ao ambiente carcerário antes de colocá-lo definitivamente em contato com a população da unidade prisional.

Enquanto permanecer na unidade, Suzane deverá manter contato apenas com seus advogados. Com capacidade atual para 1.600 pessoas, a penitenciária abriga atualmente 1.300 presas. A capacidade total do prédio, que passa por obras, é de 2.400 presas. Prisão O juiz substituto da 1.ª Vara do Tribunal do Júri, Richard Francisco Chequini, foi quem decretou a nova prisão preventiva de Suzane.

Em sua decisão, ele afirmou que a liberdade dela ‘coloca em risco a vida de testemunha do feito, no caso seu irmão Andreas von Richthofen”. Suzane chegou à delegacia abraçada a Denivaldo Barni, amigo de Manfred com quem ela mora. O delegado titular do DHPP Marco Antônio Olivato disse que Suzane parecia estar sedada e tinha dificuldades para responder perguntas.

“A única coisa que ela declarou em relação à entrevista (exibida domingo no programa “Fantástico’, da TV Globo) foi que os advogados a orientaram”, afirmou. Em entrevista concedida na delegacia, Barni disse que a justificativa da prisão de Suzane foi um ‘mal-entendido” e que ele entendia que ‘estava na hora” de ela pleitear a administração dos bens dos pais. ‘Hoje ela é uma menina sozinha, julgada pela vida, sem alimentos, sem moradia, sem nada, sem nada.”

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