Esportes

Torneio começa com luta acirrada

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Um clube para 9.250.000 habitantes. A conta que relaciona o número de times na Primeira Divisão com a população do País, usada como argumento pelo Clube dos 13 para inchar o Campeonato Brasileiro, é essa. Nas principais ligas nacionais de futebol na Europa, a relação obviamente é muito menor.

A Alemanha, que possui a maior população dentre as ligas de peso do futebol mundial (84 milhões de habitantes, aproximadamente), vê um clube na primeira divisão para 4.660.000 habitantes. Essa relação cai ainda mais nas três mais badaladas ligas da Europa. Itália (um time para 2.850.000 habitantes), Inglaterra (um para 2.450.000) e Espanha (um para 2.000.000).

Porém nem a proposta do Clube dos 13 de inchaço mudaria muito essa disparidade do Brasileiro em relação à Europa. A entidade que reúne os clubes mais tradicionais do País, cada vez mais temerosa com a queda de seus sócios - Bahia e Vitória estão na Série C, e Portuguesa e Guarani acabaram de cair para a Série B do Paulista -, quer um campeonato com 22 times.

A maior preocupação dos fundadores do Clube dos 13 que vivem difícil situação financeira é com o alto número de rebaixados. Neste ano, mesmo com a redução de participantes para 20, continuam caindo quatro equipes. Isso significa que 20% dos times terão que jogar a Segunda Divisão no ano que vem. Isso porque até os clubes não vêem mais clima para “virada de mesa” no País após Botafogo, Grêmio e Palmeiras terem caído e ascendido no campo.

O Clube dos 13 queria que caíssem neste ano só dois times e que subissem quatro. Para o ano que vem, pediam que, com 22 times, fossem rebaixados diretamente três e que um quarto tivesse a chance de jogar uma repescagem com o quarto colocado da Série B para definir sua queda ou não.

A Fifa tem cobrado a redução de times nos campeonatos nacionais. Ela chegou a colocar 16 clubes como número ideal para uma Primeira Divisão, pois desafogaria o calendário. A CBF não abre mão de manter o sistema de disputa atual, melhor compreendido por clubes e torcedores.

A média de público por jogo no ano passado já foi a maior do século. A expectativa é que, com 20 times e a manutenção da parceria com a Nestlé, esse número cresça. Apesar da queda do Atlético-MG, um dos líderes históricos de público no Brasileiro, as maiores torcidas seguem na elite. Flamengo, Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Vasco, juntos, contam praticamente a metade da população do País.

Mas os dois cariocas vêm lutando contra a queda. O eixo Rio-São Paulo concentra neste ano exatamente a metade dos times da elite. No ano passado, os dois Estados representavam 45,4% na Primeira Divisão.

Comentários

Comentários