São Paulo - Os policiais militares (PMs) envolvidos na perseguição que terminou na morte do faxineiro Rogério dos Santos, 33 anos, na noite de quarta-feira, prestaram depoimento ontem na Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo. Santos foi morto por policiais militares que perseguiam três suspeitos em um Escort.
Inicialmente, a polícia afirmou que o faxineiro estava dentro do carro, mas, depois que testemunhas afirmaram que ele foi morto por engano, polícia voltou atrás. “Aparentemente ele não tinha nada a ver com a história, mas as versões dos policiais têm de ser apuradas”, diz o capitão Reinaldo Zychan de Moraes, chefe da seção de polícia judiciária da corregedoria.
Segundo o relato dos policiais militares, os PMs perseguiam três suspeitos de assalto que estavam em um Escort preto. O carro teria recebido ordem para parar, mas os suspeitos não teriam obedecido. Os três ocupantes do Escort pararam o carro na rua Mairiporã, onde teriam disparado contra os policias.
Em nota, a assessoria de imprensa da Polícia Militar disse que os PMs foram ‘recebidos a tiros pelos ocupantes do veículo e, no revide, uma pessoa (Santos) foi atingida”. Durante o depoimento à corregedoria, os policiais mantiveram sua versão. Uma arma supostamente encontrada com Santos foi entregue à Polícia Civil. A origem dela deve ser investigada. Os policiais envolvidos na perseguição fazem parte da Rondas Ostensivas com Auxílio de Motocicletas (Rocam) e foram afastados do policiamento.