É inegável que trafegar na rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP–294) entre Bauru e Marília tornou-se viagem muito mais segura com os 13 quilômetros de duplicação da pista. Mas, efetivamente, a estrada ainda tem gargalos que não a fazem menos perigosa. Além da via de mão-dupla, existe a má consevação do piso asfáltico (Km 370) e desvios, como no trevo de entrada do município de Garça, onde o viaduto está interditado.
As melhorias foram muito cobradas, ano após ano, devido a inúmeros acidentes na estrada. O motorista que não está acostumado com a rotina de guiar na nova pista precisa ter atenção redobrada com a “nova” Bauru-Marília. Não dá para se guiar pelas aparências, ainda que a sinalização tenha sido melhorada, trechos com asfalto recuperado e pista duplicada na zona urbana de Bauru e entre Garça e Marília.
A rodovia recebe grande fluxo de veículos de carga. Outro agravante, constatado na última terça-feira pelo JC, é a imprudência dos motoristas. Num lance de ousadia extrema, um caminhão realizou uma manobra de ultrapassagem de outro caminhão (sentido Bauru-Marília) no quilômetro 416. Mais à frente, sem a mínima visão, um Volkswagen Gol vinho literalmente enfileirou ultrapassagens a carros de passeio e caminhões em um ponto em que não tinha visibilidade. Na faixa contrária vinha outro veículo. O condutor do Gol não se intimidou e manteve a ultrapassagem a um caminhão ao invés de abortar a manobra, se posicionando atrás do veículo de carga. Esse comportamento imprudente também eleva os riscos de acidentes.
O 2º Batalhão da Polícia Rodoviária assinala cuidado especial nos quilômetros 415 e 420, locais de acesso ao município de Garça. A assessoria de imprensa do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) estima que em dois meses a rodovia seja liberada com o encerramento de todas as obras. Na entrada do município de Garça - quilômetro 415 -, o viaduto sobre a pista será demolido. Conforme a assessoria, um novo elevado será construído e a obra está prevista para ser iniciada em maio deste ano, juntamente com a retomada da duplicação da pista no trecho entre os municípios de Gália e Garça. As estruturas do viaduto foram abaladas em virtude da colisão de um caminhão.
De acordo com a assessoria do DER, a duplicação da Bauru-Marília foi suspensa em junho de 1995 e retomada em fevereiro do ano passado.
Em Bauru há desvios no quilômetro 354 mais 60 metros até o 359 mais 200 metros. O comandante interino da 1ª Companhia de Policiamento Rodoviário, o 1º tenente Luiz Carlos Ferreira dos Santos, alerta os motoristas para que tenham cuidado com o trecho de pista não duplicada que compreende o acesso a Piratininga (km 359) até Garça (Km 420). Ele destaca que a duplicação minimiza colisões frontais, laterais e colisões transversais.
De acordo com Santos, cerca de 90% dos acidentes estão relacionados com falhas humanas. Ele diz que as condições das vias e a falta de manutenção nos veículos também contribuem para acidentes.
Segundo Santos, o trecho entre os quilômetros 337 e 344 da rodovia Marechal Rondon (SP-300) tem maior probabilidade de acidentes. Esse ponto da rodovia corta Bauru e serve como interligação dos bairros. Além do fluxo de veículos da estrada, as pistas recebem tráfego da cidade, com o agravante da circulação de ciclistas e pedestres.
Na área urbana de Bauru, os seis quilômetros de pista da Bauru-Marília já foram duplicados e sinalizados entre a rodovia Marechal Rondon (SP-300) até o trevo de acesso à Vila Dutra – quilômetros 347 mais 300 metros até 353. Santos ressalta que a rodovia na região do núcleos Fortunato Rocha Lima e Bauru 16 preocupa pela presença de animais na pista. O mesmo problema ocorre no km 347 da Rondon, região do núcleo Gasparini, onde se concentram muitos criadores de animais.