Política

Finanças e Sinserm divergem sobre os impactos da revisão

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

O Sindicato dos Servidores (Sinserm) difunde junto à categoria que a proposta de reposição salarial oferecida pela Prefeitura de Bauru resulta em no máximo 4% de acréscimo sobre a situação atual, enquanto que estudo da Secretaria Municipal de Finanças procura demonstrar que as variações de reajuste são muito maiores, chegando a até 38,10% para quem recebia o menor salário em janeiro de 2005 (R$ 303,37).

A divergência na forma de interpretar a proposta em negociação está na origem dos valores e estratégia de cada lado. Desde a primeira assembléia em que a greve foi deflagrada, em 4 de abril passado, a direção do sindicato apresentou aos servidores que a reposição de 5,03% mais o abono de R$ 50,00 e a incorporação de outros R$ 50,00 resultariam em novo piso de R$ 418,00.

A questão é que, para efeito comparativo, o Sinserm considera que o abono de R$ 100,00 já é promessa da campanha do ano passado. Ou seja, para a entidade, a discussão atual parte de R$ 403,37.

Mas a Secretaria de Finanças contrapõe que o parâmetro deve ser o da situação salarial da categoria a partir do início do atual governo. Assim, em 1 de janeiro de 2005, o menor piso estava em R$ 303,37. “Em 1 de abril deste ano, o reajuste de 5,03% mais a incorporação de R$ 50,00 e o abono elevam o piso inicial para R$ 418,94, resultando em 38,10% de aumento. É matemática, não há como fugir disso. Sem contar as incidências indiretas, como a elevação das vantagens sobre o novo patamar”, comenta o secretário de Finanças, Edmundo Albuquerque.

Sob esta ótica, o governo lança que o professor de ensino fundamental com jornada de 20 horas semanais, sem classe efetiva, por exemplo, passaria de R$ 386,24 para R$ 511,07, com uma alteração de 32,32%. O médico de Pronto-Socorro, sobre o qual incide adicional de condições adversas de 125%, teria o piso de R$ 2.119,43, para 20 horas semanais, passado para R$ 2.388,53 ou 12,70% a mais.

Na tabela difundida pela administração, o diretor de departamento com jornada de 40 horas semanais teria o piso do ano passado de R$ 1.661,56 ampliado para R$ 1.811,88, com impacto positivo de 9,05%.

O sindicato contrapõe que, na prática, a elevação nominal dos pisos para cada carreira não resulta em ganho real significativo. Isso sem contar que, por força de lei federal, o servidor ainda terá seu desconto com previdência aumentado dos atuais 8% para 11% neste ano, cujo projeto de lei está tramitando no Legislativo.

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