São Paulo - O governo arrecadou em março R$ 29,233 bilhões em tributos e contribuições federais, um crescimento de 5,28% sobre o mesmo período do ano passado. Desconsiderando o efeito da inflação, a arrecadação sofreu uma queda de 0,04%. A última vez que isso aconteceu - desempenho anterior ao mesmo mês do ano anterior- foi em setembro. Colaboraram para essa pequena variação negativa a arrecadação menor de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), com queda de 7,65% e 8,34%, respectivamente.
Segundo a nota divulgada pela Receita, no caso do IPI, a queda é conseqüência da redução a zero da alíquota referente a bens de capital que passou a vigorar em julho do ano passado e da redução das alíquotas incidentes sobre insumos da construção civil, a partir de fevereiro.
Nominalmente, o Imposto de Renda cobrado das empresas e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) foram os tributos mais representativos em volume no mês passado, R$ 5,120 bilhões e R$ 6,885 bilhões, respectivamente. Esse desempenho é similar ao de meses anteriores.
No trimestre, a arrecadação chegou a R$ 90,658 bilhões. Corrigida pela inflação, o valor chega a R$ 91,062 bilhões, um aumento de 1,7%.
Além disso, a arrecadação da Secretaria de Receita Previdenciária chegou a R$ 10,04 bilhões, um crescimento real de 8,43% sobre março de 2005. No acumulado do ano, a arrecadação chega a R$ 29,838 bilhões. O crescimento real é de 9,56%. Juntas, as duas secretarias arrecadaram neste ano R$ 120,507 bilhões, um crescimento de 9,25%. Já o crescimento real - descontada a inflação- foi de 3,54%.