Num dia que prometia ser igual a muitos outros, despontava no horizonte o sol com uma incumbência celestial, capaz de iluminar o nascimento de uma criança especial. Nascido humilde, e com virtudes a não se contestar jamais, de sorriso sempre pronto e franco, transmitia paz e cativava a amizade.
Cem anos se passaram desde Santos Dumont. Não por acaso nascia em Bauru, desapercebido de toda cidade, não na família, um fato a ser brindado. Pelas frestas de algumas tábuas soltas em casa pequenina e humilde, a irmã gritava: “Olha lá o pezinho dele”, pés que por toda sua vida caminharam com perseverança e com esperança de um dia alcançar as estrelas com suas pequeninas mãos, mãos que labutaram muito, e muito realizaram e trabalharam às vezes até à exaustão, mas sempre pés e mãos guiados por uma mente privilegiada e iluminada por Deus. Em sua natividade, os anjos clamaram: “serás grande por seus próprios esforços, e grandes serão suas realizações” para esta nação tão sofrida e descrente, em tuas ações nações se ergueram para homenageá-lo pela conquista de sua bandeira, e, no dia em que seus sonhos se realizaram, Deus brindava com um fenômeno celestial as suas realizações.
Hoje, de peito aberto, brasileiros se enchem de felicidade e orgulho e gritam aos quatro ventos: “Deus é brasileiro e por ele foi permitido que há exatos cem anos Santos Dumont abrisse as janelas da aviação para que hoje Marcos Pontes pudesse romper os grilhões da gravidade terrestre e voar mais alto do que sonho de criança, levando pertinho do coração, ao lado esquerdo do peito, a pequenina bandeira da tão querida e gigante nação brasileira.
Marivaldo Campos Brito