Resgatar a história da aviação e fazer com que os brasileiros conheçam os 21 projetos desenvolvidos por Santos-Dumont. Este é o objetivo da organização não-governamental (ONG) Instituto Cultural Santos-Dumont, criada pelo sobrinho-bisneto do pai da aviação, Marcos Villares. O primeiro contato com a secretária municipal da Educação, Ana Maria Daiben, foi feito ontem, visando firmar parceria com a Prefeitura Municipal de Bauru.
A ONG, existente há três anos, desenvolveu o projeto batizado de “Meu 1º Aviãozinho”, para que todas as crianças brasileiras possam ter acesso à história de Santos-Dumont e, a partir de uma maquete, montar uma réplica da aeronave 14-bis, que comemora neste ano o centenário de seu lançamento.
Rubens Herédia, integrante da ONG, explica que o projeto foi desenvolvido com o objetivo de que o maior número possível de crianças possa ter acesso. “É um projeto barato, cerca de R$ 1,50 (para participar), e que com a adesão das empresas poderá ser distribuído nas escolas.”
“Meu 1º Aviãozinho” é formado por duas folhas e indicado para crianças de 6 a 14 anos. “Uma folha é um pôster que conta a vida e obra do pai da aviação e seus 21 projetos de aeronaves, inclusive o helicóptero. A história termina com (o astronauta) Marcos Pontes, que 100 anos depois do vôo do 14-bis, vai para o espaço. A outra folha é uma maquete do 14-bis” , detalha Herédia.
A maquete do 14-bis, de acordo com ele, tem como missão incentivar as crianças a construir alguma coisa a partir de um plano. “Serve também como agente multiplicador, porque na hora em que essa maquete entrar na casa das pessoas, vai fazer com que toda família conheça a história e os inventos de Santos-Dumont.”
Villares ressalta que muitos projetos de seu antepassado não são conhecidos da população. “Ele fundou a aeronáutica quando colocou o motor a petróleo embaixo do balão e conseguiu dirigir. Até então, os balões ficavam a mercê dos ventos e não eram dirigíveis”, ressalta.
Outro projeto da ONG que pode chegar até Bauru é fruto de uma parceria com o cartunista Maurício de Souza. “Santos-Dumont e a Turma da Mônica em ‘Sonho que virou História’. É uma exposição que será itinerante. Pretendemos trazer para Bauru.”
• Serviço
Mais informações sobre os projetos da ONG podem ser obtidas pelo telefone (11) 8451-1802.
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Encontro emocionante
Na última sexta-feira, durante as festividades que recepcionaram Marcos Pontes em Bauru, o sobrinho-bisneto de Santos-Dumont, Marcos Villares, encontrou-se pela primeira vez com o astronauta e se emocionou. “A gente não se conhecia pessoalmente, mas eu tenho uma grande admiração pelo tenente-coronel.”
Para Villares, Santos-Dumont talvez tenha sido um dos primeiros brasileiros a levar a bandeira brasileira para além das nossas fronteiras.
“Cem anos atrás, ele provou, na França, que o homem podia voar em um aparelho mais pesado do que o ar. No entanto, ninguém levou nossa bandeira tão alto quanto Pontes.”
Villares confessa que está orgulhoso da conquista do astronauta brasileiro. “Sua conquista é motivo de orgulho para todos os brasileiros e um exemplo para as crianças e jovens. Para mim, ele é especial, porque levou ao espaço uma réplica do chapéu panamá e o lenço de seda original (de Santos-Dumont), com as iniciais SD bordadas, do pai da aviação.”
De acordo com Villares, Marcos Pontes contou emocionado que, quando pegou o lenço nas mãos, tremeu. “E ele contou que quando segurou o lenço na estação espacial, as mãos dele tremeram.”
Ainda emocionado, Villares lembrou que pediu para Pontes assinar uma bandeira brasileira. “O Pontes assinou uma bandeira para mim. Eu fiquei segurando-a quando o foguete estava indo para o espaço. Vou mandar colocar esse símbolo da Pátria num quadro e guardar.”