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Pais e escola têm papel decisivo

Érika Pelegrino
| Tempo de leitura: 2 min

Não existe um manual, muito menos um guia. Porém, algumas dicas podem ajudar em muito os pais e as escolas a defender filhos e alunos da avalanche publicitária que os empurra para o consumo desenfreado. A presidente do projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, Ana Lúcia Villela cita algumas que são dadas em palestras: impor limites, dizer não, definir regras claras e não abrir mão delas, incentivar alunos a ajudar a comunidade.

No entanto, em primeiro lugar, na avaliação de Villela, é preciso retirar das costas dos pais “um pouco” do peso da culpa pelos filhos obesos, que assistem muita televisão, que não brincam. “Eles (os pais) estão lidando com um segmento muito poderoso, o do marketing, que movimenta cifras muito altas”, afirma Villela.

O que os pais podem e devem fazer é trabalhar no sentido de definir regras e sustentá-las. “O ideal é não levar os filhos ao supermercado, mas se não tiver outra solução, deve-se estabelecer quantos e quais produtos a criança poderá escolher, por exemplo”, afirma.

Outro comportamento que os pais podem adotar é fazer um paralelo entre o valor de determinada compra que a criança quer fazer e o impacto no orçamento da família. Os pais devem também criar alternativas de atividades para tirar as crianças da frente da televisão. “Leve ao parque, ensine as brincadeiras de quando eram crianças”, sugere Villela.

As escolas, por sua vez, devem promover e incentivar feiras, eventos culturais, incentivar o envolvimento do adolescente e da criança na comunidade e ver no que pode ajudar. Assim, estará incentivando outros valores que não os materialistas.

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Projeto Criança e Consumo

Com um ano de existência, a luta principal do Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, é conseguir a regulamentação das propagandas dirigidas a crianças. A presidente do projeto, Ana Lúcia Villela, afirma que ainda estão longe de conseguir isso.

O projeto tem atuado através de palestras, organização do 1.º Fórum Internacional sobre Criança e Consumo - que passará a ser realizado a cada dois anos -, de publicações sobre o tema, entre outras atividades.

Todo o trabalho tem o objetivo final de conseguir a regulamentação da publicidade. “Alguns países já conseguiram até banir totalmente a propaganda dirigida para crianças com menos de 12 anos. Nós estamos longe disso”, afirma Villela.

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