Tribuna do Leitor

Orgulho que veio do espaço!


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Quem estava no pátio do aeroporto de Bauru na manhã do dia 21 pôde sentir o que é orgulho. Ele veio em um avião da FAB (Força Aérea Brasileira), e logo após desembarcar, sem demora, foi nos presentear com seu carisma e sua simpatia. O tenente-coronel Marcos César Pontes estava apenas começando mais um dia de agenda lotada, entretanto, esse seria um dia especial e cheio de emoções. Marcos Pontes recebeu homenagens de pessoas importantes, ilustres desconhecidos quem escalavam o palco na febre de conseguir apenas um aperto de mão, um sorriso ou um simples “olá”. Porém, o esquema de segurança em torno de Marcos Pontes era forte, os poucos que conseguiam subir eram tirados do palco antes mesmo de poderem, sequer, tirar uma única foto. Bem aventurados os que tinham passe livre ao palco, pois ter a honra e o prazer de estar na presença de Marcos Pontes foi inesquecível!

Sorte, também, dos poucos convidados a assistir uma palestra apresentada por ele no Teatro Municipal, sorte essa que desfrutei o máximo possível. Com público reduzido, a chance de conseguir uma foto melhor, a chance de conseguir o tão sonhado autógrafo, lá era mais fácil. Depois de muito lutar consegui que Pontes me desse o prazer de levar para casa comigo uma bandeira onde estava estampado seu rosto com a bandeira da nação brasileira fazendo-se de fundo. Gentil com todos, autografou e, com boa vontade, me apertou a mão e sorriu. Eu tinha vontade de dizer tantas coisas, como me sentia orgulhoso dele, por ele ser bauruense, pela garra que ele teve durante todos esses anos, por ele nunca ter desistido, mas a fila era grande, todos queriam dizer isso, todos estavam ali na expectativa de conseguir cumprimentar Marcos, porém, o tempo era curto para todos, mas o que não conseguimos dizer em particular a Pontes foi expresso em longos minutos de aplausos em pé. A emoção de nosso querido cosmonauta marejando seus olhos, ocasionalmente deixando pingar algumas lágrimas, mas não de tristeza, e sim de alegria, de satisfação, lágrimas de quem se sente com o dever cumprido. Se ele chegar a ler este humilde texto, saberá que nas emoções que ele sentiu e nas que ele demonstrou não estava sozinho, cada um de nós estava junto com ele, chorando de alegria, pela conquista de um brasileiro, pela conquista de um bauruense!

Guilherme Clérigo - estudante do Senai-Bauru

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