O reitor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Ulysses Fagundes Neto, foi oficialmente convidado ontem para vir a Bauru. A proposta lhe foi feita em reunião na capital paulista, solicitada por uma comitiva formada por empresários e políticos bauruenses, interessados na inclusão da cidade nos planos de expansão da instituição.
Fagundes Neto aceitou o convite, sinalizando que fará a viagem em meados de maio, informa o ex-prefeito Tidei de Lima (PV), integrante da comitiva. De acordo com ele, na ocasião, o reitor deverá conhecer áreas como a da extinta Companhia Energética de São Paulo (Cesp), do pátio da Rede Ferroviária Federal, além dos prédios do Instituto Brasileiro do Café (IBC), e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) - na esquina da rua Azarias Leite com viaduto JK.
As áreas poderão sediar um câmpus da universidade em Bauru. “O reitor recebeu um mapa da cidade, com todas elas assinaladas. Também estão assinaladas as instituições de curso superior aqui. Ele disse que, no pensamento dele, dentro do quadro de áreas que a Unifesp tem em São Paulo, ele via com simpatia a implantação dos cursos de medicina veterinária e agronomia, aqui, mas depois de todo um processo. Não é para amanhã, evidentemente”, acrescenta o ex-prefeito.
Ainda segundo Tidei, em suas considerações (referentes às dificuldades inerentes ao plano de expansão), Fagundes Neto deixou claro que o poder político é fundamental neste processo. “Para vencer essas dificuldades (financeira, por exemplo), dependemos da somatória da cidade. Do poder político municipal e das relações com a área federal. É um conjunto. Nada cai do céu”, enfatiza.
Tidei cita a duplicação da rodovia Marechal Rondon e a vinda da Universidade Estadual Paulista (Unesp) como exemplos de união e articulação local. “O que nós temos é essa sinalização exata de que Bauru passa a compor uma das alternativas da universidade federal. Isso ele deixou bem claro”, garante o ex-prefeito.
Para que a instalação de um câmpus da Unifesp deixe o campo das possibilidades, o empresário Joseph Obeid mobilizará seus colegas em torno da proposta. Ele participou da comitiva representando o grupo Pró-Bauru e a Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib).
“Agora, a gente deve se preparar para receber bem o reitor. Mostrar tudo o que for possível. A expansão consolidaria de vez a vocação de Bauru como uma capital universitária no Estado de São Paulo”, afirma o empresário Ricardo de Oliveira, que foi a São Paulo também representado o deputado e ex-governador Luiz Antonio Fleury Filho (PTB). Ele é presidente do Diretório Municipal do PDT.
O entusiasmo de Oliveira é o mesmo do vereador Futaro Sato (PDT) que, na reunião, representou tanto o Executivo quanto o Legislativo bauruenses. “Vamos fazer de tudo para recepcioná-lo com muito calor”, conclui.
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IPMet
A operação dos radares do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) ainda pautará reunião entre Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp), responsável pelo instituto. O encontro vem sendo intermediado pelo diretor do IPMet, Roberto Vicente Calheiros, que integrou a comitiva que esteve ontem em São Paulo.
“Vamos verificar que tipo de acordo poderá ser feito. A data ainda não foi definida, mas deverá ser logo”, afirma Calheiros. Se depender da proposta dele, o intuito transferiria à universidade federal as atribuições referentes à operação e manutenção dos radares. A equipe de técnicos e meteorologistas também ficaria sob a responsabilidade da Unifesp.
O assunto ainda será discutido, assim como a possibilidade de Bauru acolher um novo câmpus da Unifesp, tema principal da reunião de ontem, que inicialmente havia sido marcada para a última segunda-feira.
Segundo Tidei, em função da prorrogação do encontro, autoridades como o deputado Pedro Tobias (PSDB), o deputado e ex-governador Fleury Filho e Wallace Sampaio, secretário municipal de Desenvolvimento, não estiveram presentes.