Polícia

Droga e balança são achadas no CDP

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

Confeccionadas com barbante, madeira e papel, duas balanças artesanais utilizadas para pesar entorpecente foram encontradas ontem pela manhã numa cela do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru. Além delas, os agentes de segurança também localizaram 84,9 gramas de maconha divididas em seis porções.

A eles, um detento cujo nome não foi divulgado pela polícia teria assumido a posse da droga e dos dois instrumentos utilizados para pesar. No entanto, disse que não iria comentar o assunto na Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise). “Ele vai se reportar sobre os fatos somente em juízo. É um direito constitucional”, explica a titular da Dise, Rejani Borro Tiritan.

De acordo com ela, o rapaz de 24 anos já estava detido em decorrência de outro caso de tráfico de entorpecente. Com o registro de ontem, ele responderá uma segunda vez pelo mesmo crime, cuja pena prevista varia de 3 a 15 anos.

O período de reclusão, no entanto, poderá ser majorado em até dois terços porque o delito ocorreu no interior de um estabelecimento prisional – agravante também aplicado em caso de tráfico em hospitais e próximo a escolas, por exemplo. Ontem, a ocorrência foi descoberta em revista de rotina realizada no CDP.

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública (SAP), as revistas não têm datas específicas para serem realizadas e, em muitos casos, são concluídas com a apreensão de objetos cortantes e entorpecentes. Os encontrados ontem estavam embalados de forma diferente. A maior porção, numa fita adesiva transparente. Já as outras cinco, num plástico branco.

Como funciona

No caso das balanças artesanais, elas chamaram atenção pelo “capricho” com que foram elaboradas. Capazes de apontar pesos leves em miligramas, elas funcionam da seguinte forma: o produto, no caso a droga, é colocado num saco plástico, preso por um barbante a uma estrutura de madeira.

Esta estrutura faz a medição do entorpecente por meio de uma espécie de prendedor (removível), que movimenta-se dependendo do peso colocado no saco, marcando mais ou menos. Toda a balança é presa a outro barbante, que é mantido suspenso pela pessoa que a manipula. Mas apesar da criatividade, o rapaz voltou ao CDP, onde permanecerá à disposição da Justiça.

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67 pedras de crack

Com um mandado judicial, a Polícia Civil entrou ontem pela manhã na casa de um rapaz, preso por tráfico de drogas. No imóvel onde ele mora com a irmã, situada na quadra 1 da rua dos Alfaiates, no Núcleo Gasparini, foram encontradas 67 pedras de crack.

Envolto num pé de meia, o entorpecente foi localizado dentro de uma cômoda próximo à cama do acusado, que foi acordado pela equipe da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise). “Ele não esboçou reação. O crack estava pronto para ser vendido. Ele confessou que as pedras eram dele. Disse que estava desempregado e precisava levantar algum dinheiro”, conta o delegado Kleber Granja.

A polícia também apreendeu R$ 290,00 em dinheiro, guardados num jarro sobre a geladeira. O valor teria sido obtido com a venda do entorpecente, acrescenta o delegado da Dise. Cada pedra era vendida por R$ 10,00. “Chegamos a ele por denúncia anônima. Estamos levantando (o caso) há uma semana”, informa Granja.

De acordo com o delegado, além do vaivém incomum notado no imóvel, a polícia constatou que o rapaz de 25 anos vendia a droga em dois bares situados nas imediações da casa onde ele foi localizado. A pena por tráfico de entorpecentes varia de três a 15 anos de reclusão.

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