Teerã - À medida em que se aproxima o prazo dado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para que o Irã suspenda seu programa nuclear, na próxima sexta-feira, a república islâmica aumenta o tom de confronto com o Ocidente.
Ontem, foi a vez do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, se pronunciar sobre o assunto, afirmando que o país está disposto a dividir seu desenvolvimento nuclear com outros países. A declaração foi feita pelo aiatolá a Omar al Bashir, presidente do Sudão, um dos países mais instáveis da África.
Em Ancara, na Turquia, a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, manifestou preocupação com a intenção iraniana e disse que o país cada vez se isola mais.
O prazo dado pela AIEA para que a república islâmica colabore termina na próxima sexta-feira, quando o chefe da agência, Mohamed el Baradei, entregará seu relatório ao Conselho de Governadores do organismo e ao Conselho de Segurança da ONU.
Não há consenso entre os membros do CS com direito a veto - EUA, Reino Unido, França, Rússia e China- sobre o próximo passo a ser dado para aumentar a pressão sobre a república islâmica. Ontem, a China rejeitou proposta dos EUA de ordenar o Irã a cooperar com base no Capítulo 7 da Carta das Nações Unidas, que prevê aplicação de sanções.