São Paulo - Começou ontem o julgamento de Gustavo de Macedo Pereira Napolitano, 26 anos, acusado de ter matado a avó e a empregada sob efeito de cocaína em novembro de 2002, na casa em que vivia, no Planalto Paulista (zona sul de São Paulo).
O júri começou ontem, mas a previsão é que ele termine apenas na sexta-feira. Estavam previstos para ocorrer os depoimentos de dez testemunhas, sendo cinco de acusação e cinco de defesa. No depoimento à Justiça, Napolitano alegou que, devido ao uso de cocaína, não se lembra do crime.
A defesa do rapaz argumenta que ele é inimputável -ou seja, não pode ser responsabilizado pelos homicídios- pois estava incapacitado de entender o caráter delituoso de seus atos. Na época do crime, um laudo psiquiátrico concluiu que Napolitano não tinha consciência dos fatos pois era vítima de “transtornos mentais e de comportamento devido ao uso de substâncias psicoativas”.
O documento, porém, foi desconsiderado em decisões judiciais recentes. Crime O crime ocorreu entre a madrugada e a manhã do dia 24 de novembro de 2002. Napolitano - então com 22 anos de idade- atacou a avó, Vera Kuhn de Macedo Pereira, 73 anos, ainda na cama. Ela foi atingida por golpes de faca na região do pescoço e do peito. Horas depois, ele atacou também a empregada Cleide Ferreira da Silva, 20 anos, que chegava para servir o café-da-manhã.
De acordo com a Polícia Civil, antes de esfaquear a avó, o jovem havia consumido doses excessivas de cocaína. O Ministério Público Estadual denunciou (acusou formalmente) Napolitano por duplo-homicídio triplamente qualificado - motivação fútil, meio cruel e emprego de recursos que impossibilitaram a defesa das vítimas.