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‘Vai quem qué’ comemora 15 anos

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 3 min

Pedaladas e mais pedaladas. Assim foi a rotina do grupo de ciclismo de Bauru denominado “Vai quem qué” durante seus 15 anos de existência. A equipe, liderada por João Aldo Paciello, o Foguinho, comemorou seu 15.º aniversário ontem, no Aeroclube de Bauru, ponto de largada e chegada dos ciclistas nos finais de semana. Até hoje, foram 80 mil quilômetros rodados com os pés no pedal.

Religiosamente, os mais de 60 integrantes do pelotão percorrem todas as manhãs de domingo, a partir das 8h, 45 quilômetros de estrada, ou melhor, de trilhas ecológicas. E nada é obstáculo para os ciclistas, inclusive para os mais velhos. As “bikes” - como eles preferem chamar suas bicicletas - superam todos os desafios do caminho. Galhos de árvores, pedreiras, riachos, erosões, chuva, areiões e, muitas vezes, até animais selvagens, não inibem o espírito de aventura dos trilheiros.

Os trajetos mais explorados são as regiões de mata em Bauru e em outros municípios da região, como Agudos, Pederneiras e Piratininga. “Comecei a formar esse grupo em 1991 com a participação de quatro elementos. Ele foi crescendo e hoje temos integrantes de 16 a 74 anos, não só de Bauru, mas da região toda e de outras cidades do Estado, como Santos, por exemplo”, comenta Foguinho.

Entre os ciclistas anônimos do grupo, existem atletas consagrados em competições consideradas importantes no calendário esportivo do ciclismo estadual. Alguns já ganharam medalhas em Jogos Regionais, Jogos Abertos do Interior e até nas provas oficiais da Federação Paulista de Ciclismo (FPC).

O sugestivo nome “Vai quem qué”, não foi oficializado à toa como bandeira desses aventureiros. Ao longo de todos esses anos, o efetivo do pelotão cresceu admitindo novos companheiros que eram encontrados pelos caminhos onde as rodas ciclísticas deixavam seus rastros. “Sempre foi liberada a participação de qualquer pessoa, literalmente. Vem com a gente, quem quiser”, completa Foguinho.

Foi o que aconteceu com Almerindo Papassuni, 74 anos, e o mais velho componente do grupo. Hoje morador em Santos, ele conta que vem a Bauru pelo menos uma vez por mês para participar das maratonas do pelotão.

“Eu estava rodando com a minha bicicleta na Getúlio (avenida Getúlio Vargas) e, por acaso, encontrei um bando de ciclistas passando, que me convidou a fazer trilhas. Desde então, nos finais de semana que posso, venho para Bauru curtir essa emoção. Me sinto bem física e emocionalmente. A gente se distrai, esquece um pouco da vida com as conversas e brincadeiras que rolam durante o passeio”, ressalta Papassuni.

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Lema

Saúde. Esse é o lema dos ciclistas integrantes do “Vai quem qué”, desde quando o grupo foi fundado, em 1991. Segundo João Aldo Paciello, o Foguinho, líder da equipe, nenhum dos integrantes fumam, ingerem bebidas alcoólica ou têm outros vícios que possam prejudicar a vitalidade do organismo. Ele conta que esse é um dos segredos que podem explicar a disposição de todos para vencer os mais de 40 quilômetros rodados por domingo em trilhas ecológicas.

“Só consegue nos acompanhar quem cuida bem da saúde, caso contrário, pode esquecer. Por si só, a pessoa que não tem esses hábitos, acaba desistindo. Então, desde o primeiro dia em que comecei essa atividade, consegui instituir a saúde como nosso lema. Deu certo”, observa Paciello.

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