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Apesar de feriado, 1º de Maio é dia de trabalho para muitos

Clarissa Castiglione
| Tempo de leitura: 2 min

Enquanto muitos brasileiros aproveitaram o feriado do Dia do Trabalho para descansar, outros passaram a data trabalhando. Por conta da profissão, que exige plantões, por atuarem em locais que funcionam 24 horas ou ainda para tentar engordar o orçamento, o 1 de Maio para eles foi de labuta.

O ambulante Nelson de Moraes, 55 anos, sorveteiro há seis anos, faz parte desse grupo de pessoas que aproveitam feriados para lucrar um pouco mais. Desempregado, ganha a vida vendendo sorvetes na rua para sustentar a mulher, dona de casa, e pagar o aluguel.

“Em feriado eu consigo vender cerca de R$ 15,00 a R$ 20,00 em sorvetes”, diz Moraes, que afirma andar mais de 20 quilômetros por dia. Dia de folga? Somente quando chove é que o sorveteiro aproveita para descansar.

Em outra região da cidade, limpando os vidros das janelas do Hospital de Base de Bauru, a faxineira Eva Rodrigues Tereciani garante que é muito gratificante trabalhar no 1º de Maio e afirma que é trabalhando que se faz uma homenagem à data.

Há doze anos na profissão, Eva Tereciani, em dia de plantão, chega ao trabalho às 6h e só vai embora às 19h. Já o motorista de táxi José Wilson Moreira reclama por ter que trabalhar nesse dia na condição de autônomo, já que gostaria de estar empregado e com carteira assinada.

Casado e pai de dois filhos, Moreira chega a fazer jornada de 24 horas em feriados. “A vida está muito difícil. Se não trabalhar todos os dias, faça chuva ou faça sol, eu não consigo tirar o sustento da família”.

O taxista também reclama do pouco movimento da data. “Tem que correr atrás do prejuízo. Feriado é bandeira dois direto e a gente trabalha na porcentagem de 25%. Mas o movimento anda muito devagar”, explica.

Atrás de um balcão de uma panificadora, outra trabalhadora garante seu sustento mesmo no feriado. Maria da Glória Fruguli, 26 anos, há um ano trabalha como balconista e diz que, datas como essa são boas para aumentar a renda. “Em feriado o movimento é mais calmo, não tem aquela agitação dos dias normais e ainda dá para ganhar um dinheiro extra”, afirma a balconista.

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